Por Juliana Medeiros em 26 de julho de 2012

Você conhece o termo Newism?

O Newism é um termo criado pela agência de pesquisa em tendências “trendwatching.com” e que define o fenômeno. A ideia está ligada a algo que é interessante, que signifique uma nova experiência na vida do consumidor. Une a paixão pela busca de novidades com um estado exploratório contínuo, mais do que facilidade, as pessoas esperam possibilidades.

O tema será, inclusive, debatido no dia 13 de agosto em São Paulo, durante o Seminário de Tendências de Consumo.

O Newism é uma característica do mundo contemporâneo, que encontra repercussão maior em países emergentes como o Brasil, onde as novas possibilidades de consumo mudaram e a interação aos produtos e o relacionamento com as empresas.

Entre os fatores que definem o Newism, cinco ganham destaque de acordo com a trendwatching.com.

1º “Destruição Criativa” Que aponta para um mercado mais inventivo e inovado, a Chilli Beans é um case de sucesso ao entender quem é seu consumidor e o que ele busca.

2º Novismo é o FSTR (ou faster) – Os destaques neste caso são para fenômenos como o Instagram, que em menos de um dia arrematou 10 milhões de usuários, ou o Draw Something, com 35 milhões de usuários em seis semanas.

3º Acumulação de Experiência – Como não basta apenas consumir, a acumulação de experiência, o importante não é apenas comprar, é preciso que qualquer forma de consumo seja passível de compartilhamento.

4º Fluxo de Status – Mais do que os produtos como centro das atenções, é necessário que o consumidor se coloque como parte principal. Ao ativar a marca por meio da co-criação de sabores com seu público, a Ruffles foi exemplo de entendimento do Newism.

Novismo – “Trysumers” – Que é a constante avaliação dos produtos. Não apenas receptor do que chega a ele, o consumidor também emite informações por meio de avaliações dos produtos.

Para contrabalançar todas as diretrizes do que é o Novismo, o “To have is to (h)old” [Manter para ter]  é o norteamento de que, mesmo em um mundo guiado pelo consumo e geração de experiências, ainda é preciso entender que alguns serviços e produtos não se tornarão ultrapassados. O “ter menos é mais” (Owner-Less) é uma tendência que permanecerá sem envelhecer. “Alugar ou compartilhar, desde carros até roupas e eletrônicos, fazer upgrades de sistemas ao invés da substituição deles ainda valerá e está à distância de um clique”. É preciso que essa contratendência exista, ela serve para entender que não existem verdades absolutas.

Nessa era de fronteiras tão tênues, em que um produto pode se alastrar pelo mundo em menos de um dia e o inovador se tornar obsoleto em um piscar de olhos, que as marcas enxergam desafios e oportunidades, pois necessitam se adequar a esse contexto de novidades e experiências.

 

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