Por Diogo Travagin em 8 de outubro de 2012

A busca de um novo ídolo para a Seleção Brasileira

RRRRRROOOONNNAAALLLLDIIIIINHHHOOOOO! Quem aqui não sente saudade de ouvir esse nome? Um grande ídolo do nosso futebol. Sofreu com as dificuldades que o corpo impôs e por pouco não abandonou o esporte. Sorte nossa, que pudemos vê-lo ganhar mais uma Copa do Mundo para o Brasil e desfilar seu belofutebolos campos pelo mundo. Ronaldo Nazário de Lima, simplesmente Ronaldinho, o Fenômeno.

Quem aqui também já ouviu seu pai relembrar de grandes ídolos do passado com entusiasmo, com o inevitável saudosismo? Muitos, e acredito que alguns pensavam ser um exagero, que não havia tantos motivos para tal. Mas confesso que hoje isso faz muito sentido. Depois que o Ronaldo se aposentou, não houve um jogador que nos inspirasse, que trouxesse aquele sentimento forte pela seleção. Relembrar lances da seleção de até pouco tempo atrás e não sentir um pingo de saudosismo é difícil.

Após a aposentadoria do ídolo Ronaldo, eu acredito que a mídia entrou em colapso. Frases do tipo: “E agora?”, “Qual jogador tem tanto carisma quanto Ronaldo?”, “Quem vai substitui-lo na mente dos torcedores?”. A procura por um novo ídolo começou logo após Ronaldo dar aquela fatídica entrevista coletiva de despedida. Logo a mídia estava caçando alguém, tentou alguns, não funcionou e agora tenta a todo custo colocar o jovem jogador Neymar no topo. Não sou contra, pelo contrário, só não consigo entender esse fanatismo, essa “puxação de saco” que muitos veículos fazem para que Neymar seja considerado o próximo grande ídolo do Brasil.

Potencial ele tem, mas ainda é muito cedo para falar se ele será esse fenômeno todo que a mídia expõe. A forma como exploram a imagem dele e tentam alça-lo ao topo é errada. Essa carência de ídolo que a mídia teve sem o Fenômeno, fez com que ela “impusesse” a figura do Neymar como nosso ídolo máximo atualmente. Calma, muita calma. O melhor modo é deixar que o próprio jogador mostre isso com seu futebol e atitudes (espontâneas e não encomendadas) fora do campo. Assim nós poderemos, ou não, considera-lo um ídolo.

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