Por Gabriela Araújo em 19 de março de 2014

App ajuda a denunciar infratores estacionados em vagas especiais

deficiencia
A maioria das pessoas pensa que deficiente físico é apenas aquele que anda em uma cadeira de rodas. Tudo bem, afinal o símbolo internacional do deficiente é o cadeirante, mas existem diversos outros tipos que devem ser levados em conta. Minha mãe, por exemplo, é uma delas. Devido a um AVC, ela não consegue mais se locomover direito (apesar de, graças deus, não precisar da cadeira). Há alguns anos, ela renovou a habilitação e adquirimos um carro com permissão para estacionar em vagas especiais, e foi então que percebi o sério problema do desrespeito.

É comum chegarmos a qualquer lugar e ver as vagas de deficiente ocupadas por carros sem credencial, e já cheguei até a discutir com uma motorista que estava dentro do carro estacionado. O problema é que a pessoa acha que está certa. “Foi rapidinho”, ela argumentou, mas nesse “rapidinho” minha mãe teve que andar diversos metros a mais por puro desrespeito.

Estou contando essa história para mostrar a responsabilidade social do recente aplicativo Parking Mobility, desenvolvido pelo estudante do 4° semestre de Jornalismo da ESPM. Quando as pessoas encontram carros estacionados de forma irregular, normalmente divulgam fotos do veículo na internet. O app promete organizar melhor a questão e denunciar os infratores, em três passos:

A primeira deve ser da traseira do carro, indicando a placa, a marca e o modelo. A segunda, mais ampla, precisa mostrar o veículo, o estacionamento e o local reservado para deficientes. A última foto é do para-brisa dianteiro, permitindo saber se o carro é ou não autorizado a estacionar no local. Depois, o denunciante deve compartilhar a foto com outros usuários ou encontrar locais para portadores de deficiência em qualquer lugar, a partir de sua localização atual.

Em minha opinião, o melhor do aplicativo é a não intenção de venda ou status: ele é gratuito e disponível para IOS, Android e até o esquecido Blackberry. Baixe aqui e, sempre que puder, denuncie! Para sua ação social ser completa, não pare em vagas de deficiente ou idoso nem que seja “rapidinho”, e não olhe torto a pessoa que está na vaga especial e não é cadeirante. Você não sabe o que ela passou para estar ali.

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