Por Nina Elora em 19 de agosto de 2014

Crítica: Os Guardiões da Galáxia

guardiões da galaxya

Nada contra os filmes do universo Marvel (muito pelo contrário, gosto muito de todos eles), mas conforme você vai assistindo a todos os lançamentos, um pré conceito é formado sobre já saber o que vai rolar durante o filme, e eu particularmente, fui com um pé atrás na sessão de Os Guardiões da Galáxia.

Confesso, cuspi pra cima, pois desde o Capitão América: O Soldado Invernal, podemos ver uma diferença – mesmo que singela no enredo do filme, e claro, no humor, abrindo espaço também para vários tipos de referências. Como sabemos, nenhum filme da Marvel deixa de ter uma continuação, e isso fica bem claro no filme. Rola mais uma introdução a trama toda, do que uma história com nós fechados. Fica pra imaginação o misterioso pai do “Senhor das Estrelas”, Peter Quill, e qual é a daquele Colecionador (que teve uma aparição na cena pós créditos do último Thor).

O filme possui cenas muito bem feitas, tanto com seus efeitos especiais, como também com as falas de cada personagem. Personagens que, me surpreendi por tão bem construídos cada um. Mas os destaques são para 3 personagens construídos graficamente: Thanos, Rock e Groot. Quem é apaixonado pelo conjunto de obras da Marvel, deve ter se sentido vingado por Thanos, que derruba muitos vilões meia boca por aí. E muitas pessoas se apaixonaram pelo carinhoso e estranho Groot. Já Rock fica mais pro lado do anti-herói, uma experiência que resultou num gaxinim extremamente inteligente, mas que busca o interesse próprio e que de repente se vê numa missão de salvar a galáxia.

Claro que o filme possui aquelas cenas clichés, do grupo todo andando lado a lado e, quando tomam uma decisão de bem comum, todos ficam em pé para dar um impacto. Mas com o excesso de cenas em filmes assim, resolveram dar uma leve mudada no final de cada cena. O filme força um pouco no quesito piadas a toda hora, fazendo com que uma parte delas deixe de ser engraçada e outra nem é ouvida por conta dos barulhos das cenas. Porém, uma parte completamente diferente e que deu certo, foi uma nova trilha sonora composta por músicas da década de 70, que da um toque a mais no filme.

Maaas, no conjunto da obra, sim, o filme inova, da uma nova perspectiva sobre uma história nova. E claro, só deixa uma expectativa enorme sobre o próximo filme, que como já sabemos muitos outros virão.


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