Por Jason Nascimento em 5 de setembro de 2014

Filme: amor por contrato

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Uma bonita e muito bem sucedida família.

Assim começa o roteiro do filme Amor por contrato (Joneses, no original inglês) os Joneses, formados pelo casal Steve (David Duchovny) e Kate (Demi Moore) e mais dois filhos, um casal de adolescentes, resolve morar em um bairro de alto padrão, onde sua influência impacta todos à sua volta.

Eles não apenas ostentam riqueza, eles realmente conseguem serem vistos como tais, eles possuem uma casa extremamente luxuosa, cada membro consegue influenciar o grupo específico de sua faixa etária e grupo social. A mãe é um primor de esposa, dona-de-casa e mulher, com seu corpo e rosto esculturais, sua organização e seu sucesso familiar e profissional.

O pai não deve em nada nos quesitos físicos e é um exemplo de marido e homem, também atraente, habilidoso nos esportes e com um carro que instiga nos vizinhos, todos os pecados capitais. A garota, uma patricinha também impecável, confiante e popular. O garoto é antenado, tem habilidades no vídeo-game e é a fantasia das garotas. O telespectador chega à conclusão de que é uma família perfeita. O objetivo é alcançado: causar inveja. Na verdade não é bem uma família, mas sim funcionários de uma empresa de vendas especialistas em marketing oculto, cuja função é fazer com que sua vida se mostre tão atraente aos olhos alheios, que as pessoas passem a consumir os mesmos produtos para se tornarem parecidos, ou seja, eles queriam mesmo era vender.  E muito.

Mas esse estilo de vida que pode ser, ao mesmo tempo, materialmente maravilhoso, já que eles tinham tudo do bom e do melhor que se possa imaginar, é emocionalmente estressante e carente de felicidade, para quem desejava realmente viver uma vida em família, e não usar uma “máscara” o tempo todo.

O filme, mostra o mal que pode causar o consumo excessivo, apesar de só notarmos quando o nosso nome vai para o banco de dados do SPC. Mas o filme mostra um fato que não se pode deixar passar por alto; apesar de serem uma família com relacionamentos de fachada, o personagem vivido por David Duchovny, acaba se apaixonando de verdade pela parceira de trabalho, e encerra o episódio indo viver uma vida real com a personagem de Demi Moore.  A mensagem é clara. É clichê, mas a maioria esquece, muitas vezes, que é uma vida familiar bem sucedida que pode durar para sempre, e que o que compramos para suprir nossas necessidades, vai ficar longe de nosso ataúde quando deixarmos este planeta azul. Não significa, que os bens materiais são dispensáveis.

Precisamos de dinheiro, e de uma vida materialmente confortável. No entanto, é preciso cuidado para não deixar que o amor pelo que é material não seja superior ao que realmente importa.


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