Por Renê Cruz em 30 de setembro de 2014

#Partiu, Jurassic Park?

Dinossauros

Parece exagero pensarmos que um dia o conteúdo do filme dirigido por Steven Spielberg possa se tornar realidade, mas não é bem assim. Desde a publicação do livro Jurassic Park, escrito por Michael Crichton em 1990, essa possibilidade, por mais remota que pareça, vem ocupando a imaginação fértil de muita gente mundo afora, e não é para menos, já que com os recentes avanços da ciência e a clonagem vem se tornando uma realidade, por que não pensarmos em uma ilha repleta de dinossauros?

Atualmente cientistas do mundo todo trabalham em pesquisas com DNA, células-tronco e genética para desenvolverem curas para as principais doenças, prevenirem o surgimento de outras e até a extinção de algumas espécies ameaçadas. Com isso, centros de pesquisa nos Estados Unidos, Rússia, Coréia do Sul, Espanha e Brasil desenvolvem trabalhos cada vez mais próximos do sucesso no que chamam de “Desextinção”, que nada mais é do que trazer à vida uma espécie que já não mais habita nosso planeta. Inicialmente estão sendo feitos estudos com algumas espécies extintas há pouco tempo, como é o caso do Bacurdo, uma cabra extinta em 2000 e que um instituto espanhol conseguiu clonar e, por incríveis 10 minutos, tivemos novamente um Bacurdo no planeta Terra. No minuto seguinte, infelizmente, ele já estava extinto novamente. Foi um pequeno sopro de vida para o Bacurdo, mas um salto imenso na ciência genética, que provou a possibilidade de recriar em laboratório espécies já extintas.

A principal dificuldade encontrada tem sido a reprodução das células embrionárias por não terem uma fêmea da mesma espécie para o seu desenvolvimento, então tem-se que usar a fêmea geneticamente mais próxima, o que acaba gerando incompatibilidade e provocando o fracasso do experimento. Diversos institutos e fazendas ao redor do mundo trabalham na esperança de um dia chegarem ao ponto de conseguir recriar mamutes, tigres dente-de-sabre e até dinossauros através do DNA de fósseis, animais congelados, empalhados e até alguns parentes distantes, como é o caso do Dinossauro, já que parte do seu DNA pode ser surpreendentemente encontrado em galinhas, e agora analisam a possibilidade de se isolar estes genes e recriarem variações que de geração em geração podem ser purificadas dando início a uma nova era de dinossauros.
Assim, nos resta esperar o resultado de tudo isso. Se vão realmente conseguir um dia recriar um dinossauro ainda não sabemos, mas todo cuidado é pouco ao escolher futuros roteiros de viagem para explorações em regiões mais remotas.

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