Por Gabriela Araújo em 27 de novembro de 2014

A moda das barbas: Como seu hábito de consumo pode influenciar o lucro da indústria

BarbaImagem: shutterstock.com

A Gilette é aquela marca que alcançou o sonho de todo o publicitário: fazer com o que o nome da marca seja referência para o produto – no caso, a lâmina de barbear. Mas, quando todos achavam que estava segura, uma tendência de moda gerou uma mudança no hábito de consumo do público-alvo.

A moda masculina das barbas grandes e por fazer, que parece despretensiosa, gerou uma queda nos gastos com lâminas e aparelhos de barbear. Segundo os dados do mercado norte-americano, os gastos caíram em – pasmem – US$ 2,3 bilhões. Em contrapartida, os produtos masculinos para cuidados com a pele registram um aumento de 7% no ano passado.

Analistas do fenômeno acreditam que muitos homens estão cansados de gastar com combinações de produtos para fazer a barba, mas que pagariam a mais em seus barbeadores se ganhassem algo a mais com isso. Porém, apesar do investimento de US$ 750 milhões nos anos 90 para produzir o Mach3, no ano passado a Gilette tinha os modelos mais avançados do mercado e ainda assim apresentou uma queda nas vendas, alcançando o nível mais baixo de faturamento desde 2010.

Este paradigma da indústria mostra que é difícil mudar um hábito de consumo mas, quando acontece, será difícil para as empresas reverterem este quadro. As tendências de moda, por mais que não saibamos de onde vieram, também podem abalar as estruturas de uma gigante internacional como a Gilette.

E vocês, barbados, o que tem a dizer sobre isso?

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