Por Diego Luís em 12 de janeiro de 2015

2015 será um ano muito melhor para a publicidade no Brasil

shutterstock_237801106Imagem: shutterstock.com

Mais um ano se inicia cercado de expectativas e as mais diversas previsões. O que podemos esperar da publicidade em 2015 depois de um 2014 que foi repleto de acontecimentos importantes? Particularmente, olho para o ano com muito otimismo e avisto a comunicação no Brasil muito melhor do que no ano anterior.

2014 foi um ano atípico para a publicidade no Brasil. Depois de décadas o país sediou a Copa do Mundo de Futebol e todos os holofotes estavam apontados para o evento. Não poderia ser diferente já que a última Copa do Mundo realizada em terras tupiniquins aconteceu em 1950.

Grande parte dos esforços de marketing e publicidade foi designada para ações que atendessem a demanda da Copa do Mundo. Marcas e agências de publicidade usaram e abusaram do repertório criativo em peças publicitárias que giraram em torno do tema que estava em evidência e poucas se destacaram devido à saturação de anúncios e mensagens semelhantes.

Contudo, empresas que não eram patrocinadoras do evento tiveram que se adequar as restrições relacionadas à publicidade vigentes na Lei Geral da Copa, idealizada pela FIFA como uma maneira de proteger e dar exclusividade aos anunciantes e patrocinadores oficiais do evento.

Entre algumas restrições importantes estavam o uso de marcas da FIFA e da Copa do Mundo, a venda de produtos com as marcas da FIFA e a realização de ações promocionais associadas à Copa. Entre as normas estabelecidas a proibição do uso de uma série de termos, imagens e palavras relacionadas ao evento como “Copa do Mundo”, “Copa 2014” e “Mundial 2014”. Você pode saber mais sobre o assunto lendo o artigo “Marketing: o que não fazer durante a Copa do Mundo

Em 2014 também foi o ano em que diversas músicas estouraram na mídia, mas nenhuma foi tão tocada quanto “Happy” de Pharrel Williams. Seja na rádio ou em comerciais, a musica ficou em evidência e foi destaque em campanhas da Fiat e Bradesco, além de fazer parte da vinheta dos canais ESPN e SBT.

Por coincidência ou falta de planejamento as campanhas da Fiat e Bradesco foram veiculadas em horário nobre em um período muito próximo. O fato é que na mesma proporção em que a canção fez um sucesso enorme também ficou desgastada. E isso você pode ver por si aqui.

Um termo frequente usado durante o ano todo foi “Marketing de Conteúdo“, que pode ser definido como uma maneira de engajar seu público e crescer sua rede de clientes através da criação de conteúdo relevante e valioso, atraindo, envolvendo e gerando valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva de uma marca. A certeza é que em 2015 o termo será muito utilizado e que as empresas usaram cada vez mais essa estratégia. Você pode saber mais do assunto aqui

A boa noticia para o mercado publicitário nacional em 2014 veio em forma de premiações. O Brasil conquistou um total de 107 Leões na edição 2014 do Festival de Publicidade de Cannes, maior premiação voltada ao mercado publicitário no mundo. O número ficou abaixo do recorde de 115 estatuetas conquistadas pelo país em 2013, porém, nesta edição duas conquistas inéditas em Inovação e Creative Effectiveness. Além disso, a agência mais premiada foi uma brasileira. Confira os destaques de Cannes aqui.

Reforço o meu otimismo para 2015. Acredito que será um ano muito melhor que 2014 para a publicidade brasileira. Creio que o investimento em comunicação online será muito maior este ano do que foi ano passado, tendo a ferramenta mobile em alta novamente. Além disso, não causará espanto algum se as marcas experimentarem novas plataformas de comunicação. A tendência é que as empresas invistam cada vez mais em ações que ofereçam conteúdos relevantes para as pessoas e experiências diretas com as marcas.

Não basta inovar ou ser criativo, será preciso oferecer algo que faça a diferença para os consumidores. Vejo um ano em que as marcas serão mais “humanas” e as ações publicitárias estarão cada vez mais próximas das pessoas, de uma maneira em que não interfiram em seus cotidianos, mas contribuam de uma maneira positiva e relevante.

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