Por Diogo Mattos em 19 de janeiro de 2015

Friboi muda linguagem em novo comercial com Tony Ramos

FriboiTonyRamos

No meu último post de 2014, quando falei sobre as propagandas mais polêmicas do ano, citei no topo da lista o caso do comercial da Friboi com Roberto Carlos, lembram? (reveja aqui). Pois bem, foi só virar o ano que em sua segunda semana, no último Domingo (11), para ser mais preciso, a marca resolveu mudar sua estratégia de comunicação.

O Novo Comercial

Desenvolvido pela agência Lew’LaraTBWA, o comercial, que você pode conferir no vídeo ao final do post, o ator Tony Ramos aparece inesperadamente para abordar consumidores na cozinha, em casa, no supermercado, no açougue, ou seja em situações diversas, onde numa conversa descontraída leva as pessoas a confirmarem a qualidade das carnes Friboi.

Os filmes, de 30 segundos cada, serão sempre veiculados no horário nobre da televisão, em rede nacional, durante três meses. Neles, o diálogo desenvolvido por Tony, o garoto propaganda da marca, leva um tom menos imperativo como antes e mais informal, como se fossem testemunhos reais de consumidores féis a qualidade dos produtos que compram. Foi isso que afirmou Maria Eugênia Rocha, gerente de marketing executiva da JBS ao site da Adnews.

A veiculação da nova campanha também se estenderá por outros meios que não a TV, como anúncio em página dupla nas revistas nacionais, anúncio de meia página nos principais jornais e filmes com versões estendidas para Internet (como o que você verá abaixo) e seus respectivos making of.

Uma nova linguagem, valores distorcidos

Interessante notar que após várias críticas recebidas, a Friboi entendeu que o tom do comercial com o rei Roberto Carlos ficou artificial e sentiu a rápida necessidade de falar mais abertamente e naturalmente com o público. E para tanto, Tony Ramos voltou a ser o foco da campanha e o roteiro se tornou mais realista. Tudo isso ao meu ver, foi uma sábia decisão, uma vez que nada melhor do que usar todo o talento de um ator desse porte e reconhecimento, o que antes era mal aproveitado, senão desperdiçado completamente.

Mas, mesmo depois da mudança, fico me perguntando se toda a estratégia de reafirmação e naturalismo na linguagem realmente funciona na prática ou não passa de propaganda enganosa? Eu, como publicitário recém formado, me preocupo com o papel ético da propaganda em um mundo onde uma minoria parece ainda saber o que é isso e praticar.

Falo isso não por demagogia ou falso moralismo, mas porque todos sabemos as inúmeras reclamações que a empresa carrega quanto a qualidade real de suas carnes, ganhando até apelidos pejorativos que não vem ao caso ressaltar. Acho realmente que a publicidade e marketing Brasileiros precisam realmente repensar seus valores, mas isso já assunto de um dos meus próximos posts. Por hora, nos diga a sua opinião e se gostou desse post, não deixe de curtir e compartilhar na nossa fanpage o Facebook.

Confira o vídeo:


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