Por Diogo Mattos em 23 de janeiro de 2015

O BBB e a Publicidade: mundos não tão opostos assim

ação big brother brasil

Na última Terça-feira, 20, estreou na Globo o Big Brother Brasil 15 com promessa de volta as origens. E nesse minuto, provavelmente a maioria de vocês já está me criticando por causa da minha primeira frase, onde mencionei BBB e Globo. Afinal de contas a grande maioria dos publicitários critica essas duas palavrinhas. Porém, desde a faculdade, escuto professores dizerem que criativos devem ver de tudo, ser antenados e estar a frente, mesmo que seja necessário ver e participar de coisas que não lhe agradam.

Pois bem, por isso eu assisto BBB e gosto sim do programa. Nesse post, não vou defender ninguém e nem tomar partido, pois não estou ganhando pra isso, mas vou apenas apresentar alguns fatos dos bastidores da história, que mostra que ao invés de criticar, é preciso estar ao menos atento e não digo acompanhar tudo, mas ao menos “dar uma espiadinha” como diz o Pedro Bial, apresentador da atração (eu sei que todo mundo da vai, você não está tão imune assim como quer passar).

E a publicidade com isso?

As críticas são muitas: lixo, porcaria, absurdo, desrespeito, insulto e muitos outros impublicáveis. Mas será que tem qualidades? Comercialmente falando sim e que rebatem até algumas críticas. Vejamos algumas então:

– O formato está desgastado: estava, até o ano passado. Esse ano investiram novamente em pessoas comuns, sem marombados, e um nível bem melhor do que outras edições. E outra, depois de mais de 10 anos de programa, o Pay Per View ultrapassa o Brasileirão em vendas antes de o programa começar, mostrando que até uma paixão nacional foi superada.

– O programa gasta muito dinheiro: ele se paga na primeira semana tamanha a participação financeira das marcas através de Merchandising, tendo um retorno superior a 50% do que é investido (dados da própria emissora). Termo que aliás já foi assunto de algumas postagens minhas e está bem dentro do universo do marketing publicitário (aguardem para esse ano uma série minha sobre o tema).

– O programa não oferece nada de útil: com tantas notícias ruins todos os dias nos jornais e na TV, por que cargas d’água, na minha hora de distração, vou ficar lendo um livro ou ficar vendo notícias sérias? Por isso que o programa é colocado na categoria entretenimento. Chega de coisa triste e séria, quero rir, porque sim, BBB também tem humor.

– O que esperar ver no BBB: tipos de pessoas. Todo publicitário sabe que o maior matéria da profissão são as pessoas e entender como elas agem e pensam faz parte de toda a magia do nosso negócio. Aliado a isso está uma palavrinha que é um motor importante para o criativo: “estereótipos”. O reality traz a tona os famosos estereótipos que oferece um prato cheio para a gaveta da criatividade, pois o dia que pegarmos um briefing para esse público, saberemos com quem estamos falando.

Conclusão

Portanto, para concluir, não estou de forma alguma incitando ninguém a acompanhar inveteradamente o programa e se tornar BBB maníaco da noite para o dia, mas estou apresentando motivos para dar pelo menos uma “espiadinha” como disse no início. Não estou também eximindo aqui os defeitos, que há em qualquer programa, de qualquer emissora, mas acho que ao invés de criticar e rechaçar completamente, precisamos entender de verdade sobre o que estamos falando. E do ponto de vista publicitário, o programa tem algo a mais a oferecer além de bundas, peitos e músculos.

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