Por Nina Elora em 26 de fevereiro de 2015

A Inesperada Virtude da Ignorância da Infância a Juventude

Birdman Boyhood
O Oscar acabou de acontecer e ainda se debate o prêmio mais importante da noite, o de melhor filme. Essa categoria sempre causou polêmica a cada ano, ou pela falta de algum filme onde os espectadores depositavam sua confiança ou, pelo mais comum, algum filme completamente inesperado conquistar o prêmio. Na apresentação dos indicados, houve uma pequena discuSsão quando Sniper Americano “roubou” o lugar de O Abutre (junto com Bradley Cooper que entrou no lugar de Jake Gyllenhaal na categoria de Melhor Ator), mas nada se compara a indignação de quem torcia por Boyhood ao passar por duas situações dolorosas na noite do último domingo.

Boyhood – Da Infância a Juventude concorria a quatro das principais estatuetas: Melhor filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz e Ator Coadjuvante, mas só Patricia Arquette conquistou sua estatueta. Já Bridman – A Inesperada Virtude da Ignorância concorria junto com O Grande Hotel Budapeste a nove categorias, incluindo Diretor e Melhor Filme. Porém, quando Ben Affleck anunciou o mexicano Alejandro Iñárritu como Melhor Diretor, e Sean Penn abriu o envelope que continha Birdman para Melhor Filme, muitos queixos caíram (inclusive o meu). Várias pessoas comemoraram, e outras se sentiram injustiçadas, mas visto pelos últimos anos, esse foi o mais justo.

Ok, Boyhood contém um ideia inovadora e por isso deveria ter sido levado em consideração, mas foi. O problema é que não existe uma categoria para “Melhor Ideia”, senão Boyhood e Linklater teriam levado dois prêmios. Birdman não deixa ninguém na mão, e apesar de não ter sido feito em 12 anos, não é um filme monótono e realmente prende o espectador do começo ao fim, e no fim não fica aquela sensação de: “só isso?” A grande questão de Boyhood é que, sentimos como se tivéssemos assistindo a um documentário, onde só se retrata a vida de uma família. Agora os defensores dirão: “Essa é a grande questão, a vida é assim!”, e eu direi que até na minha vida e das pessoas que eu conheço acontecem coisas mais interessantes do que na retratada no longa.

Fato é que nunca veremos um padrão ou coerência nas decisões da Academia, porque somos apenas espectadores, e como pensadores, criamos as nossas opiniões sobre o que é bom ou não. Se a Academia premiasse de acordo com a nossa vontade, Leonardo DiCaprio já teria cinco estatuetas na mão. Agora só resta aceitar o que já foi feito e esperar para ver qual será a façanha do Oscar de 2016.

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