Por Luciana Moreira em 23 de março de 2015

Propaganda enganosa: cuidados a serem tomados

shutterstock_218980975Imagem: shutterstock.com

A propaganda atual utiliza-se de diversos recursos para tornar os anúncios mais atraentes como edição de imagens, técnicas fotográficas, linguagem e efeitos de computação gráfica. Mas, como se precaver para que a otimização do conteúdo publicitário não acabe numa propaganda enganosa?

Segundo o PROCON a “Publicidade Enganosa é aquela que mente sobre produtos ou serviços ou deixa de dar informações básicas ao consumidor, levando-o ao erro. Pode ser encontrada na televisão, no rádio, nos jornais, em revistas, na internet, etc.”.

Durante o brainstorm da campanha é preciso estar atento para que não sejam atribuídas ao produto características super valorizadas ou fictícias, assim como é importante informar, durante a própria propaganda o uso de recursos como movimentos gerados por computador por exemplo.

Há também casos em que a publicidade não é feita de forma clara ou possui duplo sentido levando o consumidor a uma atitude equivocada, prazos de duração de promoções e ofertas precisam ser estabelecidos e informados de forma clara e coerente para não gerar imprevistos, reclamações e até processos judiciais.

É preciso estar atento a esses erros que podem prejudicar a imagem do produto e, em casos mais extremos, gerar prejuízos financeiros ao cliente como a suspensão da campanha ou pagamento de multas e indenizações.

Confira alguns casos de propaganda enganosa:

Decolar.com

Em 2013 O Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP) suspendeu temporariamente a página de seu quadro de afiliados por ludibriar consumidores, segundo o sindicato, os valores informados no site divergiam do valor final cobrado pelos pacotes. Além disso, o site foi condenado a pagar R$ 4 mil reais de indenização a um casal que comprou os serviços pela internet.

Claro

A Claro, em 2013, pagou multa de R$ 2 milhões de reais por propaganda enganosa, ao divulgar preço diário de serviço pré-pago de internet, mas que na verdade era cobrado a cada conexão.

VIVO

Em 2013, a empresa de telefonia Vivo foi multada em R$ 100 mil reais por veiculação de promoção vencida.  A empresa manteve, no estado de Rondônia, outdoors por meio dos quais convidava clientes de outras operadoras a mudar para seus planos, em troca de descontos de até R$ 800 reais. No entanto, a promoção divulgada havia terminado mais de seis meses antes.

Mattel

A Mattel, produtora de brinquedos, foi multada em cerca de R$ 400 mil reais em razão da publicidade de brinquedos da linha Max Steel, o comercial dava a entender que os brinquedos poderiam se movimentar sozinhos, o que não era possível na vida real.

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