Por Gabriela Araújo em 15 de abril de 2015

Manifesto contra o preconceito – finalmente!

A campanha Inverno 2015 da Reserva chamou atenção por querer abrir um diálogo sobre o preconceito, e conseguiram; utilizando a comparação das pessoas com os animais, uma forma de preconceito enraizado profundamente em nossa cultura, as peças são assinadas com a frase “Faça como os animais, não julgue.”.

1427305128803 1427305128840 1427305128843 1427305128861

O objetivo da marca é impactar, provocar reflexão e conscientizar. Porém, campanhas abordando o preconceito são extremamente delicadas, e as interpretações são diversas. Quem se lembra do recente caso do Starbucks que criou uma ação com os funcionários para falar sobre preconceito racial, apenas com pessoas brancas?

size_810_16_9_starbucks-racismo2

 

A Reserva não deu o mesmo escorregão, sem dúvidas, pois a meu ver a campanha chega a ser discreta. Mas a primeira impressão que tive foi “a campanha não acabou sendo, de certa forma, preconceituosa?”. Os estereótipos que eles querem combater se apresentam em suas peças. E se alguém se sentir ofendido, em vez de homenageado?

É um risco que a campanha abraçou. Ainda bem! Quantas vezes, no dia a dia da profissão, lutamos contra os clichês e os clientes insistem em abraçá-los com todas as forças, com medo do que seu público pode achar? Eu particularmente adoro clientes que pensam fora da caixinha e se arriscam, garantindo novos públicos – que com certeza irão se fidelizar.

As empresas estão finalmente engatinhando para abrir a cabeça. Quando um consumidor homossexual se sentiu lesado por uma atitude preconceituosa de uma vencedora da Farm, a marca não se posicionou. Porém, a partir do momento em que Iemanjá foi representada por uma modelo branca a crise se instalou nas redes sociais da marca, que logo respondeu com uma campanha completíssima – com uma modelo negra.

farm 1 iemanja farm 2 iemanja

Deixe um comentário

Publicidade