Por Guilherme Pereira em 29 de abril de 2015

Festival Path: o que o Plugcitários viu lá (parte 1)

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No ultimo final de semana rolou em São Paulo o Festival Path, evento que misturou palestras, shows, filmes, gastronômica e festa, tudo acontecendo ao mesmo tempo, no bairro de Pinheiros. E o Plugcitários, a convite da Cerveja Sol, patrocinadora máster do evento, esteve lá conferindo o que rolou e eu conto aqui pra vocês um pouco do que vi.

A maior parte das palestras ocorreu nas dependências do Instituto Tomie Ohtake, mas também houve atividades no museu A CASA, o Estúdio, na Fnac, na Praça dos Omaguás e na Casa 92. Como as atividades eram muitas, escolher o que ver era um dilema, mas consegui selecionar cinco palestras para assistir.

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A primeira palestra que vi foi a do Marcos Dimenstein (Catraca Livre) e do Maurício Magalhães (Agência Tudo), cujo tema era “Acabou o Marketing Cor de Rosa: A Era do Consumidor Empoderado”.

Marcos defendeu que hoje o consumidor não quer apenas ser impactado por mensagens que chegam através dos formatos comuns de mídia, mas que este consumidor quer ser impactado de forma mais original, criativa e que não seja uma mensagem banal, mas que traga algum conteúdo diferenciado para ele. O consumidor hoje quer conteúdo e virou produtor de conteúdo também. E com o advento dos smartphones, produzir conteúdo tornou-se algo extremamente fácil e instantâneo.

Mas e como ficam as marcas nisso? Elas já contam histórias hoje em dia, elas já têm mudado um pouco seu jeito de se comunicar, porém não é o bastante. Marcos destacou que as marcas precisam deixar de ser “storytellers” e precisam ser “story creators”, ou seja, menos blá-blá-blá e mais conteúdo que prenda o outro, que faça querer compartilhá-lo com alguém e que de alguma forma mude o seu dia. “O conteúdo precisa ser incrível, precisa surpreender”, ressalta Marcos.

Já Maurício veio falar da era do marketing cor de rosa e de quão insegura as pessoas se tornaram, porque não conseguem acompanhar a forma de como o mundo tem girado. Está tudo tão veloz (e feroz), são tantas coisas acontecendo e novidades aparecendo, que fica difícil estar ligado em tudo.  E tem marcas que não estão sabendo lidar com isso.

Fazer comunicação como antigamente já não adianta mais, disse Maurício. As marcas precisam falar com as pessoas e falar como as pessoas. Houve até uma fala interessantíssima dele, em que diz que está faltando Nelson Rodrigues na comunicação, está faltando “a vida como ela é”. Ele ressaltou ainda que no futuro a comunicação deverá ser a comunicação que entende a fundo o homem e seus anseios e não o que é feito de forma rasa hoje. E que grande parte da comunicação do futuro será de relevância da empresa para com a sociedade e não uma ditadura do consumidor, que o consumidor tem sempre razão, pois este conceito meio que já se perdeu no tempo. O que Mauricio quis dizer, é que empresas e pessoas devem caminhar juntas para um único objetivo.

A reflexão que ambos trouxeram pra palestra foi a de que se as marcas não acompanharem a evolução que acontece dia após dia, não enxergarem o empoderamento do consumidor que hoje conta com infinitas ferramentas para absorver e gerar conteúdo, ferramentas que lhe dão voz para gritar se está gostando ou não de algo. Marcas que insistirem em seguir pelo caminho cor de rosa simplesmente se perderão no caminho e serão engolidas por este empoderamento.

Bacana, não? Teremos mais dois posts, onde destacarei outras duas palestras.

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