Por Gabriela Araújo em 17 de setembro de 2015

Porque o atendimento tem que ser um pouco criação

shutterstock_225461761Imagem: shutterstock.com

Atendimento, você se sente um pouco injustiçado? É, você mesmo ai! Com certeza você já percebeu que todos os blogs só aplaudem o trabalho final, ou dão dicas para a criação, mas e você? Todos te fazem perguntas, mas ninguém oferece respostas.

Então vamos lá: o atendimento, também conhecido como o famoso “pau pra toda obra” ou o “faz tudo da agencia”, precisa ser, na verdade, tudo isso mesmo! O embate clássico atendimento x criação, acontece muitas vezes, pela falta de conhecimento do trabalho de ambos os lados.

A criação acha que o atendimento pede jobs de impossível execução, prazos piores ainda. O atendimento descarrega todo o estresse do cliente no criativo, porque ele quer se fazer entender – mas na verdade não soube brifar o job com o cliente antes. Como resolver esse eterno cavalo de tróia?

Atendimento tem que saber mexer no Photoshop SIM!

Você é daqueles atendimentos que não sabem nem abrir o Photoshop, e os criativos acham isso fofo? Bom, eles não vão achar tão legal quando precisarem do logo em vetor e você entregar em jpg – ou colado no Word.

Você não precisa saber criar uma arte do nada, conhecer as técnicas para fechar o arquivo ou os macetes de sombras. Mas é super importante saber pedir o material certo para o cliente, diferenciar arte aberta e fechada.

Essa foto dá para recortar? Quanto tempo a criação vai perder nesse job? Vale a pena perder o tempo da SUA produção? Por que sim, eles estão fazendo seus jobs e você quer uma equipe feliz que entregue tudo no prazo, certo?

Ser molenga com a criação, também não dá.

Você virou o melhor amigo da criação, todo mundo adora pegar seus jobs! Mas êpa, isso não quer dizer que a qualidade do trabalho tem que cair. Se for para escolher alguém fazendo bico, que seja a criação e redação, não o seu cliente – afinal é o seu que está na reta. Se você envia um trabalho meia-boca, a culpa é sua, e não da criação que o cliente nem sabe quem é.

Então, é preciso dançar conforme a música: agora que você já aprendeu como brifar o cliente da maneira correta para a criação, aprenda a brigar a criação para o cliente! Sente com eles, explique detalhadamente o que rola e o que não rola – deixe espaço aberto para eles criarem coisas novas, dentro do branding proposto! Recuse ideias que você já sabe que não darão certo com delicadeza.

Às vezes, os criativos teimam – em especial os que não estão calejados com aquele cliente. Como o atendimento vive em um eterno fogo cruzado, vai ter apanhar um pouco do cliente para provar para o criativo que SIM, ele tem que fazer como você passou porque o jeito que ele quer não aprova e ponto final.

Happy ending

Se a agencia inteira estiver contra você, não se preocupe – fique uma semana rindo internamente enquanto o circo pega fogo, e depois apareça com a solução mágica (aquela que você apresentou na semana passada e ninguém ouviu). Quando a criação conhecer melhor a marca, e você souber décor todas as qualidades e defeitos da sua equipe, vocês chegarão ao happy ending: encarar as buchas diárias juntos! <3

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