Por Felipe Ferreira em 22 de dezembro de 2015

É correto nos culparmos pela falta de criatividade?

pensativo

Um dos maiores prazeres de um publicitário é veicular uma campanha com ideias inovadoras. Ações bacanas que representem o talento dos envolvidos e repercutam positivamente. Entretanto, a construção da maioria dos briefings visa atender um plano objetivo como, por exemplo, aumentar a venda de determinado produto, divulgar um evento, evoluir em x% o trafego no site de alguma empresa. Além disso, existem limitações tipo o público a ser abordado, a verba disponível e a preocupação do cliente em não cometer erros. Contraditoriamente, somos induzidos ao velho chavão de “pensar fora da caixa”.

Isso cria, na maioria das vezes, o pensamento de que o profissional de comunicação precisa sempre apresentar algo inovador, esplêndido, mas dentro das limitações impostas. Não estou criticando esta situação até porque é nela onde vive o desafio. Estou apenas sendo realista em dizer que nem sempre é possível encontrar a tal sacada fabulosa, e a campanha acaba por apresentar o basicão. Pode parecer um pensamento conformista, mas pense bem. E se todos os clientes, desde a grande rede de supermercados até o tiozinho do hortifruti, jogassem o briefing na mesa exigindo algo diferente do convencional? Haveria como atender essa demanda por criatividade?

Aliás, acho errado alimentar a imaginação do cliente antes de receber o briefing porque o momento ideal para fazer isso é quando o atendimento vai apresentar a proposta da campanha. É nessa hora em que “o peixe tem que ser vendido”.

Um problema precisa ser resolvido e nós devemos encontrar a solução pra ele, apenas. Se acontecer de surgir uma ideia inovadora e houver possibilidade de implantá-la, perfeito. Caso não? Paciência. Façamos o necessário e não há que se martirizar pela oportunidade não descoberta, pois certamente o futuro nos trará novas possibilidades. Devemos buscar a excelência e o destaque criativo, mas não podemos nos penalizar se a campanha ficar no convencional, desde que tenhamos feito o nosso melhor e que sejam atendidas as necessidades do cliente.

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