Por Erickson Monteiro em 28 de janeiro de 2016

Crítica: A Grande Aposta

a grande aposta

Sabe quando você vai assistir a um filme já sabendo que ele é baseado em fatos reais, mas no fim, nunca tem certeza de qual parte realmente tinha acontecido e qual não? Pois então, em A Grande Aposta, tudo o que está lá realmente aconteceu, e sim, no final do filme o absurdo será tão grande que você vai demorar a acreditar.  O filme trata o já tão explorado assunto que é a crise americana (e depois mundial) de 2009. Porém, o longa se constrói da melhor maneira que poderia existir para se tratar um assunto tão complexo como este. O diretor Adam McKay investe em um novo modo de se fazer filme, já que até mesmo para os americanos o mercado imobiliário é um assinto de grande complexidade.

O filme, que é baseado no livro de Michael Lewis, conta a história a partir de alguns meses antes da queda da bolsa de valores americana (Dow Jones), prevista pelo singular Michael Burry (Christian Bale), que ao comprar muitos números de ações preventivas das seguradoras, espalha para o ganancioso Jared Vennett (Ryan Goslin) que já se dispõe e ir atrás de todo o dinheiro que puder, contatando o workaholic Mark Baum (Steve Carrel). Ao mesmo tempo, dois jovens leem a proposta de Vennett e iniciam a sua jornada paralela rumo ao mundo dos negócios – e do dinheiro, claro – contando com a ajuda de Bem Rickert (Brad Pitt). Porém, quando todos eles começam a, de fato entrar no meio dos bancários corruptos e vendedores de ações, todos entendem a podridão do sistema, e veem que no momento que tudo desabar, as pessoas mais afetadas, serão aquelas que menos possuem recursos para reagir a uma crise imensa.

Claro, o filme não é tão simples quanto ler essa breve sinopse, pois estamos tratando de um longa – metragem que conta toda a corrupção e métodos utilizados pelo sistema bancário americano. Porém, ao longo do filme, o diretor coloca pessoas famosas, como Margot Robie e Selena Gomes para, além de chamar sua atenção, possam explicar de maneira simples, cada sigla ou método complexo. Música alta, fotos das reações dos cidadãos frente à tragédia, são alguns dos componentes presentes ao decorrer do filme. Apesar de ser uma grande produção e com grande elenco, o filme não seria muito recomendado para pessoas que não entendem um pouco de economia, porém o filme faz questão de explicar o que cada coisinha significa e como era usada. Apenas duas recomendações:  1) assista legendado, pois muitas vezes a música alta interfere na fala de alguns personagens; 2) não deixe de assistir.

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