Por Bia Vasco em 24 de março de 2016

Usabilidade web, deixe a beleza em segundo, terceiro, quarto…… plano

Não adianta a beleza se ela não trouxer praticidade. A beleza é relativa lembram?
Um sapato pode ser lindo, maravilhoso … ou detestável aos olhos de pessoas diferentes, mas a dor de um pé machucado por ele, é para todos. Pra evitar alguns machucados existe o conceito de Usabilidade.

A maioria das pessoas está na correria e cheia de informações em volta, não faz sentido dificultar a navegação delas.

Usabilidade é a facilidade com que as pessoas utilizam a ferramenta, plataforma ou objeto. Pode ser também para prestação ou uso de serviços.

Alguns exemplos práticos de usabilidade na navegação:

– A receita do brownie cremoso está sendo lida com facilidade pela senhora velhinha, ou ela tem que chamar o netinho? TAMANHO DA FONTE!

– Sua barra de busca está sinalizada em “busca no site” ou “busca Google/Bing/Pop”?

– As informações em destaque são relevantes e vão ajudar, ou apenas ficam bem no layout?

– Se for um e commerce… ao usuário buscar um produto específico no seu site, vai encontrar produtos avulsos?

– Está fácil entender como/onde chegar? (Sua informação tem que ser o mapa para o tesouro e não o fundo do baú)

– O usuário está entendendo sua linguagem?

– Seu site é RESPONSIVO!!!!?

*Hoje, um site que não é responsivo é considerado um site morto +_+
É um site limitado, que não acompanha o usuário.

-> Um dado (Segundo projeções, 2016 haverão em média 300 milhões de conexões só através de smarthphones.)

receita lupa

OK, mas e o design?

Sites cheios de cores e barras interativas, paralax e animações, o tão incansavelmente usado ‘degradê’ (tem degradê até na cor da linha da sombra da borda da imagem… Why?), podem ser realmente bonitos, mas também podem ser incômodos e mal sinalizados, causando a desistência e perda do interesse do usuário.
O design pra web está mais leve, mais clean, minimalista.
Os primeiros layouts de site eram extremamente simples e chapados, com o tempo vieram os ‘degradês’, as animações em flash e….uma demora de carregamento, outro fator que influencia MUITO na desistência.
Não da pra contar com a paciência do usuário, priiiincipalmente no mobile.

Não precisa ser quadradão, como sites do governo, mas pirotecnia digital* cansa.
A mesma dica vale pra música de fundo, se realmente for necessária, pense bem na trilha, uma música insuportável pode espantar o visitante.
Se colocar a música, não esqueça dar um menu CLARO para desligar.

Exemplo de layout minimalista (bonito e objetivo)

layout minimalista

Jakob Nielsen, um cientista da computação com Ph.D. em homem-máquina. Criou alguns critérios simples, as famosas “Heurísticas” pra auxiliar na usabilidade, são elas:

– Feedback (Manter um contato com o cliente, buscar ouvir sugestões e reclamações sobre a experiência de utilização.)

– Falar de acordo com a linguagem do usuário (Tentar entender a linguagem e criar intimidade com o cliente, não precisa falar com uma linguagem de físico pra descrever o impacto de um tênis, aliás pense se algumas informações são realmente necessárias, ou só estão preenchendo espaço.

– Liberdade de ações para o usuário (Não tem que existir ‘esforço’ pra navegar, deve haver fluidez! Ahhh, sem aqueles protetores, pelo amor de Deus…A menos que você esteja coletando leads, deixe que ele use sem condições, sem ter que cadastrar celular, sem formulários desnecessários, enquetes chatas e afins.)

– Consistência (Não deixe informações dispersas ou desconexas. Uma informação deve ser repetida e mantida, um título por exemplo (ficar variando na forma de escrever algo com o mesmo sentido só vai confundir quem está usando) o mesmo acontece com os ícones.)

– Previna os erros (Evite cometer erros que induzam ao mau uso, desde links desconexos até problemas no layout. Caso ainda assim ocorram erros, esteja disponível para dar suporte.)

– Torne as coisas reconhecíveis (Uma experiência de uso não está sendo boa quando temos que pensar* pra seguir adiante. Clareza, pra que o usuário não precise, por exemplo, relembrar o caminho que fez até o momento para tentar continuar).

– Flexibilidade e eficiência de uso (Usuários mais avançados já usam atalhos e teclas padrões, não esqueça de possibilitar isso também. O Crt+C e Crt+V, o “Tab” para passar pra próxima caixa de texto do formulário, “Esc” para fechar pop ups…)

– Visualmente simples (Como já disse la em cima, tem que ser agradável, de fácil entendimento e dar praticidade. Uma boa sinalização pode evitar muitos problemas. Minimalismo é o caminho.)

– Desenvolva boas mensagens de erro (Mensagens de erro CLARAS! “Não foi possível continuar por….”, “Sessão Expirada por…”. A mensagem tem que ser efetiva, e sempre ser seguida de uma SOLUÇÃO.

– Ajuda e documentação (Sempre pode surgir alguma dúvida ou dificuldade. Reserve um espaço para isso, com respostas rápidas ou um atendimento online. Uma boa opção também é usar um FAQ (Frequently Asked Questions) com os temas mais perguntados e respostas objetivas.)

Para prevenir, ou arrumar esse tipo de gafe temos hoje o profissional de UX, responsável por deixar o site otimizado e sem erros que interfiram no desenvolvimento e experiência do usuário.
Um grande erro que as pessoas cometem é tratar o UX como um “resolvedor de problemas”, a pessoa que da “um jeitinho pra ficar bom” depois.
O profissional da área de usabilidade deve estar no início do projeto, e trabalhar juntamente com o planejamento, para que funcione efetivamente. As vezes a ideia é linda, mas pouco útil.

Alguns erros acontecem também na produção de produtos,
Geralmente na apresentação, falta de sinalização ou manual de instruções
(Não transforme um manual de instruções de um barco de lego em um projeto de engenharia naval), isso pode ser frustrante. =’(

Uma palavra chave na usabilidade: F.A.C.I.L.I.T.E!

Imagens
http://www.comentariojovem.com.br/page/20/
http://www.nautilusengenharianaval.com.br/projeto
Layout minimalista http://www.des1gnon.com/2014/02/10-websites-minimalistas-e-clean/

Dados da projeção
TELECO.COM.BR – Página seção telefonia celular – Estatísticas de celulares no Brasil
eMarketer – dezembro 2014

Fontes de desenvolvimento
Cursos de Usabilidade e SEO.

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