Por Bia Vasco em 5 de agosto de 2016

[entrevista exclusiva] Propaganda C&A – Dia dos pais

CAPA

A C&A já faz tempo que anda fazendo propagandas cada dia mais provocativas modernas e atuais, depois dos dias dos namorados, os “misturados” continuam, e agora foi a vez da campanha do Dia dos Pais, onde mais uma vez foi ressaltada a diversidade.

Pais de todos os tipos saindo daquele estereótipo da imagem de pai coroa bonitão, que parece que saiu do comercial de margarina de tão feliz, música do Fábio Jr….ganhando suéter, gravata, uma carteira bonita… muito pelo contrário.

Não houve foco nenhum em produtos e sim nos sentimentos. Pais com características totalmente diferentes em sincronia com os filhos. Não foram expostas peças de uma nova coleção, e sim demonstrações de carinho =)

Vejam o vídeo:

São tantos pais diferentes e bonitos que dá até vontade de trocar de pai (desculpa pai ),ou de ter um filho com eles, rs.

Imagem pais e filhos

A propaganda mostra além de estilos diferentes o conceito de dois pais, quem foi uma sacada maravilhosa! Puro amor. <3

O plug  conseguiu conversar com um dos modelos da propaganda,  Thiago Darccino,  que dividiu com a gente a experiência de participar da ação.

Imagem Thiago

  • Como foi participar de uma propaganda que quebrou o estereótipo de pai que geralmente aparece nas propagandas?

Bem, estereótipos eu sempre estou quebrando na minha vida, profissional e pessoal, principalmente. Pra mim não foi novidade fazer parte de algo que quebre um estereótipo , e sim naquele contexto a união de vários perfis , vários estilos.

Vou colocar como estilo, porque é o que a gente trabalhou muito na história do comercial.

Foi muito prazeroso, foi satisfatório, e é claro, que o meu estereótipo é algo que fez a diferença em tudo o ocorrido durante a gravação, durante o serviço feito, o final do trabalho ficou muito bacana e não tem como não dizer que a minha presença não fez algo que não tenha sido visivelmente destacado. Foi um diferencial no comercial . A evidencia realmente está ali no meu personagem. Meu estereótipo fez a diferença e eu achei muito bacana estar lá fazendo parte, quebrando esse contexto do comum, sendo algo diferencial, um estereótipo diferente.

  • Qual a sua sensação como participante? Você se imaginou sendo pai nesse papel?

Bom, a minha sensação enquanto um ator, sempre é  de plena satisfação de participar de um trabalho, principalmente de um trabalho que tem a diversidade como a sua luz no fim do túnel, o seu carro chefe, dentro do contexto do trabalho executado.

Na verdade o meu personagem realmente era um pai, eles queriam uma pessoa que além de ser alguém a frente de seu tempo, fosse moderna, exótica, dona de uma beleza única e que ao mesmo tempo unisse todos esses quesitos dentro de um padrão de beleza andrógino. Eles queriam um pai fashion, e teve também um filho fashion, se repararem, o meu filho, que aparece na minha frente, usando óculos, com uma roupa totalmente fashion, usando uma saia super moderna, e essa era a proposta final deles, fazer essa diversidade de perfis, de estilos, profissões, quebrando todos os tabus da sociedade atual.

  • A experiência dessa gravação refletiu na sua vida de alguma maneira?

“Bom, todo trabalho reflete na vida da gente de uma forma muito única, muito específica, e é claro que uma propaganda que usa a diversidade como algo diferencial na sociedade que vivemos hoje, que é totalmente preconceituosa em vários aspectos, esse trabalho realmente pesa no currículo. É um trabalho de extrema importância, que me fez sentir por exemplo uma felicidade extrema. Na verdade eu não me vejo de outra forma a não ser aquela como eu estava lá naquele comercial, porque eu sou exatamente aquela pessoa. Eu não precisei fazer laboratório para me modificar em aspectos físicos, atitudes ou pensamentos para entrar naquele personagem, e ser aquele pai que eles estavam buscando. Era exatamente eu, e me senti muito bem, muito a vontade como personagem. Foi um trabalho maravilho, que fez e vai fazer diferença, pois é um trabalho único que veio pra vida. Vão vir outros, é claro, mas cada um tem a sua particularidade.”

  • Você acha que a experiência refletiu na vida dos outros participantes?

“Bom, da mesma maneira que pra mim foi marcante, eu imagino que a experiência de ter participado junto a mim de um trabalho grandioso, magnânimo como esse da empresa C&A foi muito importante pros outros sim, porque muitos que estavam ali na verdade, nunca tinham  feito nenhum trabalho antes, e já começar assim, com o pé direito, com uma oportunidade maravilhosa como foi pra eles, estar lá fazendo esse trabalho para a C&A, foi uma coisa que vai fazer eles refletirem, principalmente pelo aspecto que era abordado dentro do contexto do comercial, mas principalmente também porque foi uma porta que se abriu na vida deles de uma forma esplendorosa. Então com certeza eles devem ter parado pra pensar como “Nossa o que é que está acontecendo na minha vida”.”

  • Se pudesse deixar uma mensagem, aos que carregam aqueles estereótipos que identificam pai como sendo uma figura conservadora, com cara de comercial de suéter. O que você diria?

“Hoje nós vivemos em uma sociedade totalmente diversificada, diferenciada e bastante abrangente, então, eu acho que o estereótipo de que o pai era aquela pessoa rústica, que usava suéter, nada contemporânea, restrita, cheia de conservadorismo, mudou se muito essa imagem, hoje a imagem é uma imagem diferente, existem pais, como nós abordamos la, pais em casais homossexuais, pais que tem filhas adotivas, como no caso do comercial onde a filha era bailarina e tinha um pai cozinheiro e o outro executivo, tínhamos o pai fashion, que era o meu personagem, tinha o pai motoqueiro, tinha o pai artista plástico, e todos eles carregavam dentro da sua história um fardo,  que não era tão pesado, algo atual na vida de todo mundo, (é pesado diante do preconceito da sociedade, claro), mas hoje  na vida que vivemos não é tão pesado, acho que é uma coisa normal, e as pessoas tem que aprender a conviver e a largar mão de caretices, essa é minha opinião.

Mas enfim, a mensagem que eu deixo, é que ‘’nós estamos em pleno século XXI, vem passando os séculos, e está na hora de aprender a lidar com a diversidade  e fazer parte da diversidade, não ser apenas um na multidão.

Ser parte da multidão é melhor que ser apenas um.

A multidão chegou pra abraçar a sociedade, e é uma multidão que vem com toda a diversidade possível, a flor da pele, saindo pelos poros. Essa é uma diversidade que veio pra ficar, eu acho que o Brasil está melhorando muito nesse quesito, mas precisa melhorar muito mais ainda. Essa é a minha leitura sobre esse quesito, o ‘estereótipo pai’ nos dias de hoje.

Beijo pra todos vocês.”

Seguem os contatos do Thiago:

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e uma imagem da produção:

Imagem preparo dos atores

Acho que o Thiago amou a experiência, né?

Nós também! Estamos juntos nessa Thiago. E a C&A mandou muito bem ;)

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