Por Fabio Queiroz em 17 de agosto de 2016

A mídia dá o que você pede

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O ser humano achou a chave da porta que interliga a maldade e a bondade dentro do parâmetro atual global que vivemos digitalmente. Vimos recentemente a então “promissora” carreira do MC Biel desmoronar em dias após comentários machistas a uma repórter do IG, não demorou muito para a mídia que poucos meses atrás vinha o ajudando a se estabelecer no mercado fonográfico no país, o derrubá-lo da mesma forma que o ajudou.

Fãs o defenderam nas redes sociais, porém, as provas contra o artista o transformaram de “menino em fase de crescimento” segundo algumas fãs, para um moleque irresponsável, o que não é mentira ao avaliar seu histórico.

MC Biel de fato aprendeu que assediar mulheres, fazer comentários racistas e homofóbicos não é a escolha certa para quem deseja construir uma carreira seja ela qual for. O que chama atenção no caso é o despreparo que brasileiros possuem para escolher ídolos da geração contemporânea e como a mídia assessora na criação ou destruição de uma imagem.

A tendência de viver refém de um cenário midiático que apresenta o que vende é sazonal e na maioria das vezes não apresenta qualidade. O consumo recreativo de conteúdos irrelevantes é bom para descontrair, fazer novos amigos e fugir um pouco do mundo informativo que vivemos, mas ele não pode se tornar o núcleo de uma mente jovem que tem muito mais a oferecer. Artistas como Karol Conka e MC Soffia mostraram na abertura das Olímpiadas que a arte é um instrumento que auxilia a busca pela verdade e igualdade que o mundo precisa.

Antes de escolher um próximo ídolo não o escolha apenas pela aparência, mas pelo  que ele representa ou representará para a comunidade que você faz parte.

Conheça um pouco mais sobre Karol Conka:

 

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