Por Diego Luís em 26 de setembro de 2016

10 anúncios que mostram como a publicidade no Brasil era bizarra

Você já imaginou como seriam as campanhas publicitárias caso não existissem o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária e o Código de Defesa do Consumidor para protegê-lo de falsas informações a respeito de um produto/marca e outras práticas consideradas abusivas contra o ser humano?

Hoje em dia é até difícil de imaginar, mas nem sempre foi assim. Durante um bom período da história não havia regras, tampouco fiscalização para o que se podia ir ao ar ou não. O consumidor não tinha nenhum tipo de respaldo ou algo que pudesse defender sua integridade física e moral.

A publicidade já foi considerada uma terra sem lei. Pouco se pensava no ser humano e no seu bem. Machismo e racismo eram artifícios comuns e recorrentes para promover produtos e marcas. Crianças eram utilizadas em campanhas de cigarro e cerveja. Produtos duvidosos recebiam atributos surreais. Informações eram veiculadas sem qualquer tipo de órgão para apurar a veracidade da mensagem.  

O que seria da publicidade se não existisse órgãos como o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para fiscalizar a atividade publicitária e vetar qualquer tipo de anúncio que ofenda, incite violência, atribua falsos benefícios ou que, de algum modo, prejudique o consumidor?

Por isso, trouxe-lhes uma seleção de anúncios – diretamente do túnel do tempo – que certamente não seriam veiculados nos dias de hoje. Assim você também pode perceber a evolução da comunicação, propaganda e da sociedade de um modo geral. Confira:

Alfazema

Esse comercial, veiculado nos anos 80, foi criado para a linha de hidratantes Alfazemana, da Phebo, e na época ganhou prêmios importantes como Cannes Lions. Hoje em dia é impensável que algo que exponha tanto uma criança seja transmitido nos intervalos comerciais.

Antarctica

Já é bizarro o suficiente um neném anunciando uma cerveja, mas isso não era o bastante. A criança ainda tinha uma expressão de psicopata (anúncio veiculado em 1910). 

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Staroup Jeans

Duas crianças pilotando uma moto para promover jeans já não é algo muito seguro, muito menos normal. Mas vamos fingir que não tinha nada demais nisso, certo? Duas crianças seminuas pilotando uma moto para promover jeans. Tá. Acho que realmente não tem como defender. 

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Pan

O famoso “cigarro” de chocolate da Pan marcou gerações. Em meados de 1996, o PROCON notificou a empresa para que alterasse a rotulagem do produto para evitar que crianças fossem induzidas ao tabagismo. Quanto ao anúncio abaixo: engordar é algo muito saudável, não é mesmo?

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Malzbier

Virar no trabalho, só mesmo com Malzbier.” Porque todo chefe adora ver seus funcionários levemente alcoolizados e produtivos.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Em 1925, era comum o uso de crianças em propagandas – por mais bizarro que fossem os anúncios. Anunciar uma cerveja que tornava crianças menos pálidas e anêmicas, aparentemente, estava dentro dos limites da publicidade da época.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Cabeça de Porco

Este anúncio veiculado no Estadão, em 1929, dizia que médicos recomendavam a cerveja Cabeça de Porco, da Guinnes. Será que alguém conferiu a veracidade disso ou os médicos recomendavam mesmo?

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Volkswagem

Anúncio extremamente machista da Volkswagem, veiculado em 1969, sugerindo que toda mulher dirige mal. A ideia era promover o custo-benefício e manutenção do Fusca.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Tauros

Hoje em dia é proibida a veiculação de anúncios de armas de fogo, exceto em algumas publicações que são especializadas. O anúncio abaixo transmitia a ideia de que a arma era o melhor remédio para uma boa noite de sono.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Krespinha

Anúncio racista da esponja de aço “Krespinha”, veiculado em 1952, com uma mascote negra.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Leite Moça

Você consegue imaginar leite condensado anunciado como algo indicado para alimentação do bebê no lugar do leite materno? Nem eu. Mas em meados dos anos 40, a marca “Leite Moça” promovia seu produto como uma fonte complementar de alimento para recém-nascidos.

Imagem: Reprodução da Internet.

Imagem: Reprodução da Internet. 

Qual anúncio você achou mais bizarro? Não deixe de comentar! 

 

 

Referências: Propagandas Históricas / Buzzfeed.

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