Por Bruna Moura em 7 de outubro de 2016

Racismo na propaganda? Tem sim, senhor.

Infelizmente, o racismo na propaganda ainda é um problema a ser enfrentado – mesmo não sendo constante como era há tempos. Recentemente, a Colourpop, marca norte-americana de cosméticos, precisamente de maquiagens, se envolveu nesse tipo de caso.

O foco em questão foi uma linha de 12 cores de contornos lançada em junho desse ano – tudo ia bem até revelarem o nome das cores mais escuras.

De acordo com o Huffpost, “os produtos de tons mais escuros receberam nomes que foram identificados pelas consumidoras como pejorativos – e que soavam basicamente racistas: ‘Yikes’ (uma gíria em inglês que pode ser equivalente ao nosso ‘caramba!’), ‘dume’ (algo como ‘burro’, em referência a pessoas que não conseguem mandar mensagens de texto sem erros simples) e ‘typo’ (erro de digitação, em português).”

Imagem: Reprodução da Internet. 

Você pode até alegar que isso é vitimismo (eu odeio essa palavra), mas as cores mais claras não ganharam nomes insultantes (Gummy Bear, Castle, Dove etc) Quem vai usar algo com nome referente a “burro”?

Diante dessa repercussão negativa, a marca já se posicionou pedindo desculpas e trocando os nomes para: Bloom (florescer), Point Dume (um ponto turístico conhecido em Malibu) e Platonic (platônico).

E houveram mais casos na história da propaganda. Confira alguns deles:

1- Riachuelo e o dia da mulher brasileira

A Riachuelo trouxe esse VT para o Dia Internacional da Mulher. Nele vemos uma mão negra “servindo” a mulher branca. O vídeo foi tão mal aceito nas redes que a empresa tirou do Youtube em algumas horas.

2- Duloren e a “pacificação”

Imagem: Reprodução da Internet. 

Em 2012, a Duloren veio com a “ pacificar foi fácil, quero ver dominar”, e ao lado da mulher negra você encontra um “policial” branco desacordado. A propaganda foi vista como extremamente racista e machista. O Conar tirou do ar por unanimidade.

3- Nivea e a civilidade

Imagem: Reprodução da Internet.  

Em 2011, a Nivea fez uma campanha para a linha masculina, onde um homem negro segura a cabeça de outro homem negro com a frase: “Re-Civilize Yourself”, em português “Recivilize-se”. A ação foi super criticada na página da marca.

4- Devassa e a sua verdadeira negra

Imagem: Reprodução da Internet. 

Em 2013, o Conar puniu a Devassa (com toda razão, né?) pela campanha que trazia racismo e machismo. Nela, a negra é vista como um objeto sexual. Trouxe como slogan: “É pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra”.

5- Dunkin Donuts

Imagem: Reprodução da Internet. 

Em 2013, a marca foi acusada publicamente pela organização Human Rights Watch de ser racista em sua peça e a mesma pediu desculpas publicamente. A organização alegou que a peça com uma mulher negra com lábios brilhantes era extremamente racista e chocante. Após o caso, a Dunkin tirou a campanha de circulação.

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