Por Equipe Plug em 1 de fevereiro de 2017

Dia do Publicitário – Motivos para acreditar na profissão.

Hoje, 1º de fevereiro, é o Dia do Publicitário. Para muitos, se trata apenas de uma data comemorativa que tem a função de homenagear os profissionais da área que, com muita criatividade e sacrifício, realizam um grande trabalho. Já os outros, principalmente aqueles que ainda estão na graduação ou no início da carreira, a enxergam como um dia propício para se fazer o seguinte questionamento: “será que eu fiz a escolha certa?”. 

Infelizmente, grande parte das “homenagens” prestadas aos publicitários são carregadas de mensagens negativas sobre a profissão, gerando uma certa antipatia, desânimo e dúvidas sobre o que a Publicidade e Propaganda pode oferecer aos que a utilizam como instrumento de trabalho.

Mas estamos aqui para fazer diferente: conversamos com 15 profissionais da área que nos disseram os motivos para acreditar na profissão hoje e no futuro. Confira as respostas:

1. Quais são os motivos para acreditar na profissão nos dias de hoje?

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Agnes Pires (Coordenadora de Criação Digital na Agência Um)

Tenho muitos motivos, mas o maior deles é a satisfação em trabalhar em uma área que me desafia a todo tempo. Vi muita coisa mudar, acompanhei metodologias bem diversas e vi tendências serem criadas. Acreditar na profissão não é difícil quando a gente pode dividir o que sabe com alguém, seja coordenando equipe, lidando com clientes ou em sala de aula, lecionando sobre Publicidade.”

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Gabriel Brito de Melo (Gerente de Projetos na GREEKy) 

O fato de estarmos completamente conectados nos torna mais exigentes em todos aspectos, fazendo com que as empresas deem maior importância ao profissional de comunicação. Da mesma maneira que levamos tempo para gerar engajamento e bons resultados para os clientes, podemos acabar com todo o projeto em instantes, devido a publicações que possam ser entendidos de maneira incorreta. Um outro ponto importante é o que chamamos de Transmídia (a propagação de informações com linguagem específica para cada canal), ou seja, criação de conteúdo exclusivo e relevante para cada tipo de plataforma. A maneira que abordamos nosso cliente no Facebook deve ser diferente da forma que dialogamos com ele no Instagram. Sem contar os novos desafios com a realidade virtual e os Chatbots mais humanos. Resumidamente, a nossa profissão se torna essencial para todas as empresas que buscam se consolidar em um futuro dominado pela internet das coisas, no qual tudo está completamente conectado.

Edwin Rager (Creative Strategist no Google)

Edwin Rager (Creative Strategist no Google) 

A publicidade trata-se de fazer com que pessoas reajam de uma forma determinada. Ação e reação, com todas as nuances involucradas no processo. Eis o motivo para acreditar nela: as pessoas encarregadas desse processo, pois elas têm o poder de transmitir histórias valiosas para gerar ações que gerem um mundo melhor. Campanhas como #LikeAGirl, ou “This is wholesome”, entre outras, me dão motivos para acreditar na profissão e nas pessoas que a exercem. E isso dá uma bacana esperança no que podemos gerar. Embora não seja mudar o mundo, podemos influir no discurso dele.”

Matteus Martins (Analista de Mídias Digitais na Agência Tudo)

Matteus Martins (Analista de Mídias Digitais na Agência Tudo) 

Quem pensa que eu escolhi ser publicitário está completamente enganado, porque eu fui escolhido. Logo no começo da minha carreira, compreendi que nessa profissão havia a oportunidade de sair do padrão, pensar fora da caixa e, melhor, ser pago para PENSAR – para quem já ouviu “não te pago para pensar, te pago para preencher planilhas”, isso faz muita diferença.

De repente você tem a chance de ganhar prêmios em festivais internacionais, participar de eventos e festas VIP, ter altos salários (difícil, mas não impossível), pode ter fama e ser muito prestigiado, e ter uma vida agitada ao lado de gente interessante, com altas doses de criatividade são alguns dos fatores – nem sempre objetivos – que torna a profissão uma carreira tão glamourosa e atraente aos olhos de muitas pessoas que estão em busca de uma profissão.

A profissão comporta um cardápio enorme de especialidades. Como publicitário, a pessoa pode trabalhar nas áreas base de uma agência (atendimento, planejamento, criação, mídia e produção), assim como pode trabalhar em qualquer outra área na VIDA (música, fotografia, financeiro). Se é mágica ou capacidade não importa. O que importa, é que basta querer. Só depende de uma pessoa: de você, mesmo.

Por que acreditar numa profissão tão ampla e, em algumas situações, até insegura? Simplesmente por se tratar da capacidade racional e emocional do ser humano, por ter uma ciência por trás que pode te ajudar a mudar sua vida ou o mundo. É possível, sim. Basta acreditar que é capaz.”

Hugo Novaes (Diretor de Criação na Cadastra)

Hugo Novaes (Diretor de Criação na Cadastra) 

Na minha visão, estamos vivendo um momento de grandes oportunidades. Isso devido ao grande e rápido desenvolvimento dos meios digitais. Grande parte das inovações acontece de um dia para o outro, sejam as diferentes tecnologias que nos cercam quanto as formas de se comunicar e se relacionar.”

Cadu Capella (Sócio-diretor de planejamento na agência Insane)

Cadu Capella (Sócio-diretor de planejamento na agência Insane) 

Por vivermos num cenário econômico bem delicado, nossa profissão se faz muito necessária, e é cada vez mais cobrada, para conseguir conectar marcas com pessoas de forma eficiente e com baixo, ou nenhum, investimento. Somos vistos como “salvadores dos negócios” em tempos de crise, e isso por si só já é um motivo grande para acreditar e se dedicar em dobro para solucionar os desafios das empresas.

Caio Baptista (Community Manager na Mutato)

Caio Baptista (Community Manager na Mutato) 

A nossa profissão promove mudanças, mesmo sendo pouco significativas e é através delas que a gente consegue fazer alguma coisa. Discutir pautas importantes, ou fazer ações legais ajudam a modificar o pensamento. A publicidade hoje em dia tem poderes e deveres que antes não tinha ou usava de má forma e é tendo conhecimento disso e aliando a uma boa comunicação que a gente consegue mudar algumas estruturas. Ver o mercado mudando posicionamentos, conceitos tradicionais caindo por terra são motivos grandes o suficiente pra acreditar na publicidade.”

2. E quais são os motivos que podem nos ajudar a continuar acreditando nela no futuro?

Felipe Spina (Media Buyer na Resultados Digitais)

Felipe Spina (Media Buyer na Resultados Digitais) 

“Os motivos são vários para acreditar, uma profissão que demanda um conhecimento de várias áreas para trazer inteligência. Vejo grande potencial em tudo que direcionado por dados e números (data driven) que dessa forma é mais inteligente investir. Assim como “machine learning” para entregar informações e estudos prontos em base de um consumo. Acredite, teremos um caminho mais criativo a partir de dados.

Daniel da Hora (Fundador da DHLO Creative)

Daniel da Hora (Fundador da DHLO Creative) 

A publicidade vai mudar radicalmente num futuro de médio prazo. Algumas questões como Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Realidade Virtual; bem como políticas de acesso a dados e o manejo do Big Data vão transformar profundamente a maneira como as marcas vão se relacionar com seus públicos. Junte-se a isso uma demanda cada vez maior por “Conteúdo” e “Entretenimento”; e uma necessidade de “gamificação” de todas as narrativas na contemporaneidade. Além disso, a própria relevância e peso dado às opiniões individuais e o papel dos “publishers” e “influencers” serão determinante desta matriz de mudança.” 

Lucas David (Coordenador Digital na Ampla)

Lucas David (Coordenador Digital na Ampla)

O que empolga, pra mim, no futuro da profissão é exatamente não saber o que é que será de nós no futuro. A gente tá no meio de uma revolução da comunicação, todo ano tem alguma grande novidade que surge com potencial de mudar o jogo como um todo. A publicidade mudou mais de 2007 até 2017 do que de 1907 até 2007. E, até que me provem o contrário, as pessoas ainda vão precisar vender e comprar produtos e serviços por um bom tempo, né? Então os motivos de acreditar na profissão passam pela vontade de ver como é que vai ser essa loucura toda no futuro.

Guilherme Nesti (Redator na LOLA Madrid)

Guilherme Nesti (Redator na LOLA Madrid) 

“A possibilidade de fazer propaganda cada vez mais transformadora e sem cara de propaganda.

Um grande exemplo disso é o case da marca de artigos esportivos REI, GP em Cannes ano passado. Eles fecharam as portas na Black Friday, data de enorme movimentação comercial nos EUA porque queria inspirar as pessoas a curtirem o dia fora de casa (ou, no caso, de lojas).

Aquilo não é feito para vender produtos, obviamente. Aquilo é vender um ideal, um pensamento. Algo com que as pessoas se identificam. 

Veja McWhopper. A ação das namoradas de Heineken. O filme de Super Humans.

Hoje, vendemos inspiração. E isso tende a se intensificar ainda mais, na minha opinião.”

Romolo Megda (Diretor de Criação na Babel)

Romolo Megda (Diretor de Criação na Babel) 

A Comunicação como um todo está passando por uma revolução sem precedentes. E como em todo movimento de transformação profunda, temos os profetas do apocalipse de um lado e os vendedores de modelos de sucesso do outro. Eu prefiro observar, participar e adotar uma postura aberta de alguém que tem mais a aprender do que ensinar. Acredito que a comunicação como um todo ficará ainda mais forte do que já foi. Marcas precisarão se comunicar com as pessoas sempre. Eu não sei se as pessoas continuarão assistindo TV aberta, fechada, lendo revistas impressas ou se o Facebook e as redes sociais ficarão sempre na moda. Mas eu sei que talento e criatividade nunca sairão de moda. E as marcas vão valorizar ainda mais destes ativos em mercados cada vez mais competitivos. Como disse Steve Jobs: “Stay hungry, stay foolish”.”

Luiz Coutinho

Luiz Coutinho 

A necessidade de se vender um produto ou de construir uma marca não vai acabar e a propaganda vai continuar a ser uma das peças fundamentais para se alcançar esses objetivos. Porém a maneira de se fazer propaganda é que está ficando cada vez mais interessante. Novas tecnologias estão surgindo, novos pontos de contato com o target, a produção de conteúdos que falem diretamente com o que seu publico gosta e acredita, a conversa mais direta via mídias sociais…tudo isso torna o futuro para os publicitários e para as marcas interessante e desafiador.

Victor Lymberopoulos (Consultor em mídias sociais e fundador do PP da Depressão)

Victor Lymberopoulos (Consultor em mídias sociais e fundador da página PP da Depressão) 

Construir e desconstruir faz parte de todo processo de crescimento e o Brasil é considerado um dos líderes quando o tema é criatividade e conversão. A publicidade, principalmente a digital, tem muito a oferecer ao mercado nos próximos anos. Por isso, acredito fortemente que os profissionais dedicados de hoje serão reconhecidos nacionalmente e internacionalmente amanhã.

Aleo Gerez (Coordenador de Amplificação Redes Sociais na Espalhe)

Aleo Gerez (Coordenador de Amplificação Redes Sociais na Espalhe) 

Novas mídias irão surgir, novas marcas e serviços também, as mentes criativas sempre irão se renovar. É uma linha do tempo sem fim, uma linha que vai precisar das suas ramificações de ideias criativas, cada vez mais dentro das marcas, com insights reais que atinjam objetivos de marketing, deixando o awareness em segundo plano.

E você, encontrou motivos para acreditar e continuar na profissão? Conta pra gente nos comentários :)

 

 

 

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