Por Fernando Procópio em 9 de fevereiro de 2017

Social Media e suas funções

Antes de começar a ler este artigo, é importante que você se atente ao termo Social Media. Sou de Fortaleza/Ceará e aqui esse cargo é utilizado para caracterizar um profissional da área da comunicação que trabalha planejando, criando e produzindo materiais para plataformas digitais. Aqui é bem comum utilizarem, também, nomes como: assistente de marketing, analista de mídias sociais, analista de marketing e outras denominações que os empresários da comunicação, ou outra área, gostam de usar para atribuir várias funções a um pobre coitado destinado a ganhar pouco e a trabalhar muito – principalmente em tempos de crise.

Vivemos em um período em que, mais do que nunca, a informação precisa ser instantânea, efetiva e possua um conteúdo bacana. Isso se torna um desafio para esses meros mortais que precisam somar esforços para abraçar todos esses elementos e ainda serem efetivos nos seus projetos. Tudo é rápido, tudo precisa ser rápido. Além do planejamento, esses profissionais precisam recorrer a programas gráficos (Photoshop e Illustrator) para produzir seu material, analisar os resultados e fazer o acompanhamento instantâneo das publicações.

Então fica o questionamento: são muitas funções para um cargo ou muitos cargos para uma pessoa só?

É nesse momento que o título faz sentido. Como fazer tantas coisas e ficar calmo diante da grande quantidade de notificações que surge a cada novo segundo? São check-ins, comentários, reações, avaliações, mensagens e todos precisam ser analisados e respondidos com o máximo de destreza e sensibilidade ao público envolvido.  E é justamente nesse instante que analisamos a linha tênue entre o pessoal e o profissional, pois muitas dessas contas estão logadas nos smartphones pessoais. A cada novo som de notificação surge a curiosidade pra saber do que se trata. E, caso seja algo grave, evitar uma crise.
Qual a solução? Mudar de emprego? Estruturação de cargos e funções no mercado publicitário? Esquecer tudo ao bater o ponto?


É preciso buscar empresas, agências (ou não) que entendam quantos profissionais são necessários para gerir uma quantidade “x” de contas digitais, não que isso justifique a invasão do ambiente profissional na vida pessoal, mas que ao menos os envolvidos tenham seu trabalho reconhecido em seu salário, em equipe e possam escolher, levando em conta suas habilidades, uma única função para se dedicar. Precisamos ampliar essas discussões.

Então, conta pra gente: como é aí na sua cidade?

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