Por Fernando Magnus em 17 de fevereiro de 2017

Comportamento online: como pensamos e agimos diante do universo digital.

Como você tem se comportado nas redes sociais? Você é do tipo que parte para o ataque quando alguém discorda da sua opinião, ou se mantém neutro diante de questões polêmicas na internet?

Há mais ou menos vinte anos surgiu a expressão ”Psicologia da Internet”, que nos auxilia a entender o comportamento humano e a maneira como ele passa por alterações quando os usuários estão conectados no ambiente digital.

Seja por questões políticas, quando se trata de gênero, ou discussões sobre religião e orientação sexual, vemos que, nos últimos anos, as redes sociais vem se transformado em um palco para verdadeiras batalhas quando o assunto é a de defesa de opinião. Muitos usuários exageram e partem para os xingamentos, exercitando posturas preconceituosas e agredindo verbalmente quem se envolve no momento. O fato de estarem por trás de celulares e computadores os encoraja a se transformarem em pessoas agressivas, dispostas a atacar e ofender.

A “e-personality” (personalidade eletrônica), nada mais é do que o termo usado para explicar a ideia de que no ambiente digital muitas pessoas criam uma ilusão de estarem protegidas. Isso faz com que a personalidade eletrônica seja um tanto mais “desbocada”. Por este motivo, o ambiente virtual ajuda alguns usuários a agirem de forma agressiva, gerando consequentemente determinadas discussões no ambiente online.

O problema é que essa alteração de comportamento tem se tornado algo tão constante que virou caso de polícia. Recentemente, a funkeira Tati Quebra Barraco prestou queixa por ataques de racismo após a morte do filho. Outro caso que ganhou notoriedade nacional foi o processo a favor da jornalista Maju Coutinho, que foi alvo de comentários racistas no Facebook. Na última semana, um acusado de linchar dona de casa após boato na web foi condenado a 30 anos de cadeia.

Outro aspecto que exige, em especial, a atenção dos pais é a construção da personalidade de adolescentes, uma vez que a presença destes no ambiente digital é constante. É alarmante os índices de suicídio ocasionados por conta de cyberbullying. Vale lembrar que é responsabilidade de todos a utilização e transformação das redes sociais em um ambiente saudável, onde todos possam interagir sem conflito.

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