Por Fabio Queiroz em 1 de março de 2017

As mudanças do Carnaval

O carnaval brasileiro é conhecido mundialmente como uma época de festas, diversão, viagens, entretenimento, ladeiras, blocos de rua, cerveja barata, beijos aleatórios em pessoas estranhas por motivos de embriaguez e, atualmente, por Glitter em barbas, apitos contra assédio e estilos musicais que ditarão tendência não só para o carnaval 2018, mas para este revolucionário ano da comunicação.  

Como diria Murilo Gun, estamos passando por uma “mudança de era. Prova disto é a ascensão de bandas como Baiana System, Macumbia e Varal de Cabaré neste carnaval, aparecendo com suas produções independentes, conquistando público e novas possibilidades musicais, misturando ritmos conhecidos com abordagens de uma maneira que você nunca viu.

A mudança de era não é só pela música, mas pela percepção destas bandas da necessidade de gerar conteúdo e dialogar com seu público dentro de um determinado contexto, que agrega valor ao seu posicionamento no cenário atuante. Em outras palavras, eles entenderam que ser autossuficiente é melhor do que esperar os outros investirem neles.

Outro ponto que comprova essa mudança de era é o combate contra o assédio em blocos de rua no carnaval. Uma iniciativa criada por três amigas após presenciarem um caso em 2016 chamou a atenção da Skol que, neste ano (2017), distribuiu cerca de 50.000 apitos para mulheres utilizarem caso estejam se sentindo assediadas ou presenciem uma situação parecida. A mudança não é pelo conhecimento do assédio, é fato que milhares de mulheres sofrem com esse tipo de agressão em nosso país diariamente, a mudança é pela atitude de uma marca em querer ajudar a combatê-lo.  

2017 não será um ano de mudanças, mas de atitudes que farão este ano ser diferente do passado. Diversos cenários, o entendimento do consumidor ativo e da colaboração para a realização de ideias, torna um evento como o Carnaval um observatório para interessados em saber caminhos da comunicação atual. Se você acredita saber o que é o Carnaval brasileiro, é bom estar atento ao que vem acontecendo com ele e como participar da sua melhoria, seja por menos violência, menos assédio ou menos discriminação. Não gostar de uma coisa não pode te impedir de saber como ela funciona.

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