Por Fernando Procópio em 2 de março de 2017

Nokia aposta no “tijolão” para retorno ao mercado

Semana passada acontecia a maior feira de tecnologia móvel do mundo, a MWC. Todos os anos, várias empresas se empenham em apresentar produtos com novas tecnologias. Uma velha conhecida nossa resolveu roubar a cena e reapresentar um aparelho totalmente reformulado e adaptado para o mercado. Depois de quase 17 anos, a Nokia relança um dos clássicos mais vendidos da marca, o Nokia 3310. Com certeza você se lembra dele: pequeno, um pouco espesso, com uma longa duração de bateria, fácil de usar, mas o que chamava a atenção era a sua durabilidade, motivo de piada até hoje quando comparado aos smartphones.

Mas que a verdade seja dita: o aparelho tem o seu charme, mas não é capaz de brigar com outros de grandes marcas. Portanto, porque relançar o dispositivo?

Por um longo período, a Nokia dominou o mercado móvel, mas acabou perdendo espaço nos últimos anos por não seguir o fluxo e a necessidade dos consumidores. Em 2013, a Microsoft comprou a marca e aos poucos fez a transição dos aparelhos, apagando o nome Nokia gradativamente. Mas os investimentos não obtiveram resultados. No ano passado, a empresa finlandesa foi novamente vendida, dessa vez para a HMD Global, que tem feito grandes investimentos e buscou uma estratégia para retornar com toda força ao mercado mobile.

Então por que não usar o famoso “tijolinho”, que reúne simbolicamente todas as qualidades da marca, como anúncio de retorno?

(Imagem/Reprodução)

(Imagem/Reprodução) 

Uma estratégia simples e eficiente, que consegue atingir nostalgicamente todos aqueles que possuíram um celular da marca no início dos anos 2000 e que possivelmente, hoje, são consumidores em potencial.

De fato, o novo Nokia 3310 serve como um amuleto para os novos aparelhos anunciados, que realmente irão brigar com grandes empresas, e marca o início dessa nova fase.

Com o anúncio da Nokia, esperamos que a estratégia realmente influencie em seus aparelhos e a marca consiga se reposicionar no mercado internacional.

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