Por Fernando Magnus em 7 de março de 2017

A presença feminina no mercado publicitário

No dia 08 de março celebramos o Dia Internacional da Mulher. Diante de uma data tão simbólica, é indispensável analisar a contribuição da mulher no mercado publicitário. Elas passaram por incontáveis lutas em busca de representatividade e espaço no século XX. O resultado deste processo de empoderamento ainda é tímido se comparado com a presença masculina em determinados setores, mas já é sentido em diversos ambientes, dentre eles o da comunicação.

Através de uma pesquisa realizada por Meio & Mensagem nas 30 maiores agências brasileiras, constatou-se que as mulheres já ocupam cerca de 20% do setor de criação em agências. Embora ainda seja um número pequeno, é válido observar que empresas e profissionais deste setor vêm buscando ações que possam solucionar este desequilíbrio. Mas não é só neste setor em que elas já se fazem presentes, no que diz respeito ao setor de atendimento, planejamento e internet, elas se destacam com maestria.

Em termos gerais, é possível afirmar que a presença da mulher no mercado publicitário traz grandes benefícios, uma vez são bastante criativas, focadas e objetivas. Características como estas estiveram presentes nos grandes nomes femininos que fizeram história na publicidade brasileira. Dentre elas destaca-se Hilda Schultzer (primeira mulher presidente de agência no Brasil), Helga Mietke (A diretora de arte e primeira mulher entrar para o Hall da Fama do Clube de Criação de São Paulo), Magui Immoberdorf (designer gráfica, atuou em campanhas bastante importantes como para a Lycra e a Caninha 51), Marlene Bregman (responsável pela consolidação da Leo Burnett como uma das principais agências do país), dentre tantos outros nomes (clique aqui e conheça mais profissionais do mercado).

Vale ressaltar que, nos últimos anos, o perfil de consumo do público feminino tem se transformado bastante. Graças a facilidade de alcance da internet é possível perceber que elas estão cada vez mais exigentes e em busca de novidades. Nada mais justo que elas também tenham espaço para produzir, criar e vender com base em suas necessidades. Ainda são muitos os desafios a serem superados, porém quanto menor for a resistência no sentido de contratar funcionárias para determinados setores da agência, mais ampla e participativa será a presença da mulher no mercado publicitário.

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