Por Ighor Ferreira em 21 de março de 2017

Em tempos de censura no Youtube, Magnum deu a voz.

Na quinta-feira passada (16), o YouTube apresentou uma nova política de restrição para seus vídeos, e isso não repercutiu nada bem para a empresa. A medida definiu que vídeos com temática LGBTQ+ seriam classificados como “adultos” e só poderiam ser vistos por usuários que desativassem o “modo restrito”, ferramenta comumente usada como controle parental.

(Imagem: Reprodução/YouTube)

(Imagem: Reprodução/YouTube)  

Esse feito começou a levantar questionamentos depois que diversos canais e vídeos que abordavam esses temas passaram a ser restringidos, como os clipes da Lady Gaga, Katy Perry, Rihanna e de diversos youtubers que abordam temáticas que se enquadram nesse “filtro”, gerando indignação entre esses produtores de conteúdo que chamam a atenção para a importância da informação entre o público infanto-juvenil quando o assunto é diversidade.

Em meio a toda essa problemática, a Unilever, multinacional anglo-holandesa, divulgou um filme para o Magnum, um dos seus produtos, que tem tudo a ver com a discussão da semana:

O filme serve como exemplo para tantas outras marcas que iniciaram sua transição e passaram a abordar diversidade de gênero, sexualidade e inclusão. Ele foi uma campanha de destaque criada pela LOLA MullenLowe, sede latina do Grupo MullenLowe.

A atitude do YouTube já começou a repercutir também entre seus anunciantes: a Havas do Reino Unido, uma das maiores anunciantes da Europa, congelou toda a sua verba destinada a anúncios no Google e no YouTube um dia após a divulgação da nova política. A empresa alega que, com as restrições, parte da informação será censurada e não cumprirá o objetivo de alcançar os mais diversos públicos de seu interesse.

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