Por Dayanna Pacheco em 24 de março de 2017

Família tradicional brasileira? Qual delas?

Os tradicionalíssimos ‘comerciais de margarina’ precisam se reinventar (e logo), afinal, o conceito tradicional de família composto por pai, mãe e filhos já não é tão dominante assim. É preciso repensar as novas configurações e adequar o discurso, favorecendo a multiplicidades que os lares vêm ganhando ao longo dos anos e inserido essas novas composições na comunicação, com o mesmo respeito, admiração e naturalidade.

São diversos os novos modelos de lares/famílias:

– Mães e pais solteiros;
– Divorciados que constituem novas famílias;
– Casais de homossexuais com filhos de relacionamento heterossexual anterior;
– Crianças criadas pelos avós;
– Pessoas que só possuem seu(s) animal(is) de estimação;
– Adeptos do poliamor;
– Heterossexuais que adotam;
– Homossexuais que adotam;
– Casais sem filhos;
– Amigos que moram juntos;
– Gerações que dividem o mesmo teto;
– Casais divorciados que vivem na mesma casa.

E mais uma infinidade de possibilidades, todas reunidas pelo carinho e bem comum entre seus pares.

O produtor rural Henrique Maues e o professor Cesar Eduardo com seu filho Fernando, de 9 anos eles estão casados há sete anos (Imagem: Reprodução/Uai, Saúde Plena)

O produtor rural Henrique Maues e o professor Cesar Eduardo com seu filho Fernando, de 9 anos eles estão casados há sete anos (Imagem: Reprodução/Uai, Saúde Plena)  

Karina Medeiros e Rísia Matia decidiram ter um bebê depois de sete anos de relacionamento (Imagem: Reprodução/Uai, Saúde Plena)

Karina Medeiros e Rísia Matia decidiram ter um bebê depois de sete anos de relacionamento (Imagem: Reprodução/Uai, Saúde Plena) 

De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, a estrutura da família brasileira ganhou variedade – foram encontrados 19 laços de parentesco (em 2000 eram 11).

Pra quem duvidava, os dados não mentem. E olha que estão consideravelmente desatualizados!

Então é preciso observar com mais atenção essa realidade e adequar a forma pela qual nós tocamos o mundo deles, sem preconceitos ou eufemismos. As novas famílias existem e só precisam ser percebidas e atendidas num discurso respeitoso e aberto.

Infelizmente o preconceito ainda fala bem alto, quase gritando, e em muitas vezes ocorre dos dois lados.

Imagem: Reprodução/Google

(Imagem: Reprodução/Google)

E é igualmente válido complementar essa nova perspectiva com a necessidade de conteúdo relevante e perceber também os novos hábitos de consumo, a influência da ‘segunda tela’ e os novos valores de vida e para a vida que estão ganhando força. 

(Imagem: Reprodução/Google)

(Imagem: Reprodução/Google)


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