Por Fabio Queiroz em 31 de março de 2017

A busca pelo respeito na publicidade

Algumas marcas que conhecemos passaram por uma remodelação de posicionamento.  A maioria delas por não dialogar mais com o contexto social que estamos vivendo atualmente. Estes vídeos publicitários demonstram o quanto o passado pode se repetir se não existir a preocupação social do que estamos assistindo e consumindo. 

Em 2015, vemos praticamente o mesmo acontecer:

Após críticas do uso pejorativo da mulher para fins comerciais, a Itaipava logo experimentou um novo posicionamento para a campanha em questão:

Reclamar funciona, e o novo filme, na minha opinião, enriqueceu bem mais o conceito criado do que usar algo que já fora utilizado anos atrás.

A questão não é fazer mais do mesmo, e sim insistir em algo que não faz mais sentido, não só por ser ofensivo com a imagem das mulheres, mas também por não contextualizar com o progresso que nós, seres humanos, conquistamos no período do tempo de um filme para o outro, que se pode ver a seguir:

Aqui, vemos a ignorância sendo rebatida de frente no caso de racismo ocorrido com a apresentadora do tempo Maria Júlia Coutinho (Maju):

O mundo pede mais diversidade e respeito com o outro. O mundo somos nós. Passou-se a entender que escolhas são de cada um, ninguém nasce do jeito que quer e gosto não se discute, mas se entende. Pessoas más e pensamentos negativos para com o outro vão existir, mas cabe ao positivismo e a bondade predominar sobre a maldade.

Publicitários precisam entender antes de negócios, métricas, marcas, clientes, mídias, influenciadores, realidade virtual, realidade aumentada, e todo o universo que a comunicação hoje engloba, a conceber como a sociedade e o comportamento dos indivíduos que a compõe funciona de forma racional e emocional. Talvez nunca se tenha vendido produtos, mas sempre ideias.

A intenção desse texto é te fazer refletir sobre os ciclos que passamos. Uma hora ou outra ele se repete. Cabe aos interessados em não querer ver o mesmo filme naquele VHS velho, mostrando, para os que ainda não conhecem, o streaming.

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