Por Ighor Ferreira em 23 de maio de 2017

Instagram x Snapchat: qual é o limite?

O Instagram, mais uma vez, “foi para cima” do seu principal concorrente, o Snapchat, ao aprimorar e fazer uso de uma tecnologia já conhecida dos usuários do Snap: os filtros faciais.

O Facebook, depois da compra do Instagram, continua investindo e aprimorando suas tecnologias copiadas inspiradas em outras plataformas, e uma delas é o reconhecimento facial para suas redes sociais: primeiro no Messenger, e agora  no Instagram. Esse foi outro grande passo na corrida para conquistar as preferências dos usuários. Fica claro que Mark está cada dia mais disposto a colocar em prática o ditado “estabelecimento (rs) que eu não mando, eu fecho”.

Introducing Face Filters on Instagram from Instagram on Vimeo.

Depois de sucessivas investidas contra o Snapchat, que perdeu popularidade entre os usuários depois que todos os seus recursos passaram a ser agrupados pelos produtos do Facebook e, consequentemente, concentrando diversas necessidades em um só app, o Facebook mostrou que ainda não acabou e copiou incorporou ao Instagram não só os filtros faciais, mas também a função “rewind”, que grava vídeos e os converte para serem compartilhados passando ao contrário, “de trás para frente”.

Você lembra de todas as investidas dessa briga entre Instagram e Snapchat? Vamos relembrar algumas delas:

Primeiro, o Instagram (que era apenas uma rede social de compartilhamento de fotos e vídeos) foi comprado pelo Facebook, mas ainda assim não era o favorito do público. Devido a alta popularidade do Snapchat, o Insta precisou encontrar formas de ganhar adeptos e, para isso, precisava oferecer diferenciais. Inventou o “direct”, onde era possível conversas sem sair do app, e enviar fotos diretamente a terceiros, igualzinho ao Snapchat.

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

Agora, era a vez da cópia mudança que, muito provavelmente, quebrou de vez as pernas do Snapchat: o Instagram passou a permitir as “stories”, fotos ou vídeos que permaneciam no seu perfil durante 24h, que era uma das principais e exclusivas funções do Snapchat.

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

Depois dessa “inovação”, tudo virou um pouco de bagunça, porque passamos a ter stories no Facebook, no WhatsApp e no Messenger, o que gerou muitos memes divertidíssimos:  

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Sensacionalista)

(Imagem: Reprodução/Sensacionalista)

Com as stories, o Instagram também possibilitou a criação de grupos dentro do app, que permitem compartilhar vídeos e fotos somente com as pessoas participantes, outra função que também foi originalmente criada pelo Snapchat.

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

A cartada final (até agora) veio na última semana, com a atualização do Instagram que permitia filtros faciais, função que era uma “marca registrada” do Snapchat.

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

Fontes apontam que o Instagram já está trabalhando em uma tecnologia para filtros geolocalizados, outra função já amplamente usada pelo Snapchat, até como fonte de renda: usuários da rede social podiam criar seus próprios filtros e pagar para colocá-los no ar.

Apesar de diversas tentativas de parcerias e lançamentos, como os óculos feitos para gravar e postar snaps, o Snapchat ainda não conseguiu se reerguer e conquistar de volta sua base de usuários, perdendo constantemente seus adeptos para o Instagram.

E aí? Até onde você acha que vai esse duelo?

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