Por Bia Vasco em 23 de junho de 2017

Você sabe com quem está falando? Conheça as gerações Bommer, X, Y e Z.

Mais importante que saber falar é, na maioria das vezes, saber como comunicar. Existem várias maneiras de se dizer uma mesma coisa e, como publicitários, temos que nos adaptar para falarmos do jeito certo para o nosso público. Receber um briefing com características do nosso alvo, ou até um relatório completo com definições de persona, não significa entender de fato o comportamento de quem queremos atingir. Pessoas que se comportam de maneira parecida, ou têm as mesmas atitudes, podem possuir valores/costumes diferentes, baseados nas suas experiências de vida e, muitas vezes, nas tendências da sua geração.

Dividindo o público por gerações baseadas na sua faixa etária, conseguimos também definir uma linguagem consistente. Não adianta tentar comunicar uma pessoa através do meio errado.

Assim como muitas pessoas só buscam informações e pegam referências no que veem na internet e nas suas redes, há também o público que ainda se informa assistindo TV aberta, acompanhando os noticiários da manhã e à noite. Seria correto tentar impactar esses dois grupos usando os mesmos meios?

Estudos dividiram grupos de mesma faixas etárias e, consequentemente, contexto histórico e hábitos semelhantes, denominando-as de gerações do século: Baby Boomer e Gerações X , Y (Millennials) e Z.

IMG GERAÇÕES

As transições:

Gerações Boomers X, Y, Z

Geração BBX (1958-1964).
Grupo de transição entre Baby Boomers e X.
Geração XY (1976-1984).
Grupo de transição entre a geração X e Y.
Geração YZ (1995-1999).
Grupo de transição entre a geração Y e Z.

Classificação etária:

Baby Boomers – 1945 – 1964
Geração X – 1965 – 1984
Geração Y – 1985 – 1999
Geração Z – 2000 – Atual

Personalidade das gerações:

Muitos materiais são encontrados a respeito dessas gerações,  como se comportam no trabalho, relacionamentos, gostos, objetivos, etc.

Se formos comentar do ponto de vista de publicitários e criadores de conteúdo no Brasil, podemos fazer a relações:

Geração Baby Boomer:

Uma Geração mais tradicional e mais conservadora (“o pessoal mais antigo”). A maioria tende a utilizar meios mais tradicionais de comunicação. Para esse público, usar uma comunicação amparada em alta tecnologia talvez não seja eficiente – não que eles não as utilizem, mas muitos ainda não confiam 100% nessa “tal de internet e tecnologia”.

Geração X:

Uma Geração mais centrada, não exatamente formal, mas mais metódica. Não deixa de ser tradicional como a geração anterior, mas já utiliza bastante da tecnologia. Para esse tipo de grupo, é possível ir para o lado tecnológico assim como o tradicional – uma mescla funciona bem, mas ainda é uma geração que se informa pela TV e tem influenciadores específicos.  Muitas vezes não dão muita credibilidade às falas das gerações mais jovens. É apegada à boas referências, pois vieram de uma época onde conceitos de sucesso na vida se baseavam em emprego fixo, casa própria e bens materiais. Seus conhecimentos adquiridos por estudo fazem com que sejam mais críticos. Vale a pena citar todas as fontes possíveis ao tentar convencê-los.

Geração Y:

Uma Geração com uma ideia de “sucesso na vida” mais livre. Já envolvida com a tecnologia, e é competitiva e antenada ao mercado, mas nem sempre tem o sonho da estabilidade.

São autodidatas e aprenderam muitas vezes fazendo. Estão presentes em peso nas redes sociais e utilizam frequentemente a tecnologia no cotidiano. Tem facilidade em se adaptar ao novo e querem estar presentes em todas as redes. Não existe uma restrição de canais para essa geração,  mas a presença ativa dela no meio digital é um indicativo de caminho promissor. Trabalhar offline funciona bem, mas pode não ter tanto impacto. Já online, certamente, o público estará presente e participará ativamente.

Geração Z, os nativos da internet:

A geração que já nasce com um smartphone do lado do berço, totalmente envolta em tecnologia, atualizada e consumidora de conteúdo. É mais esclarecida em assuntos gerais, com visões mais claras sobre diferentes áreas como política,  economia e, principalmente, causas sociais. Não que as outras gerações não tenham atenção a esses temas, mas esta veio de encontro ao início de novos momentos da história, novas iniciativas, quebras de tabus e uma sociedade mais ativa.

Chegar com certeza a essa geração não é provável sem o uso da tecnologia, sem conteúdo de qualidade e, principalmente, sem deixar que ela tome partido. A geração Z sabe ouvir, mas também quer falar. Adaptação de linguagem talvez seja o maior diferencial na hora de se comunicar com eles.

Identificar em que geração está seu público pode ser uma grande base para saber em qual meio será mais efetivo entrar em contato com ele.

O que o agrada suas necessidades e, principalmente, como fazer com que o que você quer comunicar seja confiável e relevante pra ele.

 

Fonte.

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