Por Fabio Queiroz em 27 de julho de 2017

Uma oportunidade para marcas entenderem o que é ter opinião

A criatividade, assim como a liberdade, é um estado, e quando não se tem mais o medo de estar preso a algo, o indivíduo se sente livre para exercer o que deseja, combinando elementos, aparentemente não combináveis, com o que já existe. O embasamento neste método vem das técnicas da teoria do Remix defendida por Kirby Ferguson; copiar, transformar e combinar. Através dela, busca-se inspiração para renovar o que está saturado, analisando perspectivas na formatação de algo já existente, visando criar um novo elemento que corresponda a outro contexto, utilizando coisas existentes, mas que através da colaboração e participação de novos olhares ganha novas propriedades.  

Para Bob Greenberg, fundador e Chairman da R/GA, que é uma das agências mais criativas do mundo, o tempo funciona em ciclos, e entre o início de um e seu término são de 9 anos, pois este período se alinha com as mudanças e alterações que são causadas pela Tecnologia, Comunicação, Publicidade e Marketing.

Observando como um movimento cultural se cria, pretendendo entender a busca por representatividade e opinião que marcas deveriam possuir no ambiente digital, deve-se levar em conta fatores internos e externos que influenciam a moldagem do contexto que depende de variações de:

– Estilo.
– Ousadia.
– Inexistência de limite.
– Vontade de experimentar o novo.
– Ter a mente aberta para vivenciar tudo.

Toda mensagem deve conter posicionamento, e todo posicionamento deveria ser observado como opinião. A marca de camisetas carioca; Pineapple, se integrou ao rap e hoje está caminhando na linha de frente como referência de produções na cena atual de um dos movimentos mais originais da história. Seu vídeo com o Mc Djonga no #Perfil teve 430.000 visualizações em um dia e chegou ao 3º lugar no em alta do YouTube.

A cultura é um segmento a ser atingido, porém, marcas devem entender que esta é uma oportunidade de a utilizarem beneficamente para a evolução da sociedade. Educar pessoas a utilizar uma marca que, além de vender produtos ou serviços, estimula consciência, valores de respeito, igualdade, compaixão, empatia, solidariedade, paz e amor é o caminho para criar um espaço repleto de pessoas conscientes, livres da ignorância e preconceitos que atrasam o progresso humano.

 

 

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