Por Fabio Queiroz em 3 de agosto de 2017

Eduque. Estruture. Transforme.

Quando se vai atrás de algo por vontade de conhecimento, ou por estar aberto a preencher a mente com novos ensinamentos capazes de acrescentar pensamentos bem definidos e substituir os vagos, se possibilita a compreensão de temas ou assuntos. Quando se incentiva o consumo, o conteúdo é absorvido de forma efêmera, fazendo com que ele seja apenas mais um dentre os demais.

O cenário é o ano de 2017. A discussão a respeito do empoderamento social de minorias ganhou alcance relevante para trazer mudanças na sociedade que se conhece, conquistando espaços nas mídias sociais e até mesmo nas tradicionais. Porém, essa aparição não é decorrente de situações específicas que aconteceram recentemente em alguma campanha, filme, meme ou seriado. A luta de grupos desfavorecidos e julgados por sua forma de pensar e agir é antiga e, infelizmente, muitas pessoas pagaram com suas vidas para que hoje indivíduos tenham liberdade de expressão. O que não se pode esquecer é que a mesma mídia que manipulou e disseminou pensamentos retrógrados, racistas, homofóbicos e misóginos é a mesma que está ajudando a transformar imagens anteriormente percebidas como hostil.

O feminismo, por exemplo, traz em sua bagagem séculos de persistência em um combate a favor da equiparação dos direitos políticos e sociais entre homens e mulheres. Seu principal vilão, o machismo, esteve presente durante todos esses anos, seja nos contextos que despertaram mulheres para a luta, quanto no marketing e na publicidade.

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

Quem diria que a mesma marca responsável em aprovar a campanha: “Esqueci o não em casa” seria a mesma a se retratar 2 anos depois com a “Reposter”? Seria um posicionamento ativista temporário para uma campanha ou um compromisso inegociável?

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet) 

O “Think Eva” é um núcleo de inteligência feminino que busca implantar em marcas a consciência do compromisso em trazer o movimento feminista para seu posicionamento não apenas em campanhas, mas também para a própria cultura organizacional da empresa que contrata o serviço. Em uma de suas pesquisas, é percebido claramente a importância do assunto ser tratado mercadologicamente com um olhar atento não apenas para indivíduos consumidores, mas para indivíduos que convivem em uma sociedade. Confira a pesquisa clicando aqui

A mudança deve começar de dentro, pois a publicidade não é reflexo do que vivemos, ela faz parte da cultura. A ideia de fugir da superficialidade de assuntos que necessitam de comprometimento para de fato serem realizados de forma verdadeira é o que fará a cultura contemporânea sofrer alterações positivas na vida real. É preciso educar, para reestruturar e depois observar e sentir as transformações. O compromisso é inegociável e, como publicitários, temos a responsabilidade de fazer parte de algo inesquecível.

 

 

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