Por Israel Lemos em 21 de agosto de 2017

O Conar foi mais uma vítima do Conar

Seja enviando a mensagem ou dando o feedback, é notável que a comunicação está cada vez mais acessível e interligada. Diante disso, na hora de criar um material publicitário não basta mais ser apenas criativo e original. É preciso avaliar o contexto e também prever como o público pode reagir, porque o simples fato de um determinado grupo de pessoas não gostar da mensagem, pode – e provavelmente vai – te impedir de continuar promovendo-a.

A boa notícia é que há um órgão para isso, o Conar – Conselho de Autorregulamentação Publicitária –, que regulamenta o setor através de regras previamente estabelecidas para realizar e veicular publicidades.

Agora, já pensou se o próprio Conar tem sua campanha denunciada?

Pois foi o que aconteceu.

A campanha “Opções”, lançada este mês e composta por dois comerciais de TV, busca transmitir a ideia de que a entidade quer proteger os consumidores contra ofensas e discursos antiéticos, corretamente tão combatidos nos dias de hoje, em campanhas publicitárias. Confira a seguir:

“Já pensou se todo comercial tivesse que ter opções para agradar todo mundo?”

Apesar da intenção ser apenas divulgar qual a função do Conar, os filmes abordam de forma clara como várias pessoas enxergam um comercial, ao criar polêmicas e colocar defeitos onde, até então, não existem.

Assim como todo País, o Brasil também tem seus frutos podres. A diversidade cultural aqui é tão imensa quanto à diversidade intolerante. Mas cabe saber direcionar a crítica a quem realmente pratica esses atos, o que não é o caso do Conar.

Segundo a Meio & Mensagem, essa foi a 3ª vez que uma campanha do órgão foi denunciada. As outras duas ocasiões foram em 2002 e 2014. 

 

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