Por Bruna Moura em 23 de agosto de 2017

Bahia e o futuro: deu match.

O Governo do Estado da Bahia trouxe uma das maiores experiências tecnológicas do mundo para Salvador: a Campus Party. O evento aconteceu na Arena Fonte Nova, sendo a primeira vez sediada em um estádio, de 09 a 13 de agosto. Foram esperadas cerca de 40 mil pessoas. Os ingressos esgotaram em um mês e os visitantes que não conseguiram comprar puderam participar das atividades que estavam funcionando na “Área Open”, que era gratuita.  

Campanha 

Para divulgar o evento, foi elaborada pela Agência Objectiva uma campanha que tinha como insight central a figura do baiano moderno, trazendo o conceito de que a Bahia e o futuro dão “match” sim. Nas peças, a agência trouxe o filme em formato de gif animado remetendo essa união ao mundo digital. Além de VT’s, foram feitas ações no metrô de Salvador. Em uma delas, os participantes puderam usar o aplicativo para dar “match” ou encontrar os parceiros para desenvolver projetos. No aplicativo, desenvolvido pela agência, você podia encontrar pessoas com ideias semelhantes. 

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O evento

Foram 4 dias (o encerramento ocorreu no dia 12 de agosto) de pura intensidade na programação. No site oficial da Campus Party Bahia, existem várias informações legais pós evento, contando, em forma de vídeos, o resumo de cada dia. Confira um deles: 

Surra de palestras, workshops e desafios. O difícil mesmo era escolher o que acompanhar. O lado bom foi que a organização disponibilizou para os campuseiros de plantão as gravações de cada atividade. 

A Área Open ficava logo na entrada da Arena. Ela recebeu mais de 79 mil visitantes, oferecendo uma programação diferenciada da parte interna contando com palestras, competição de drones e um espaço kids com atrações especiais para a criançada. Além do espaço reservado aos foodtrucks, a área contou com várias ações de marcas como: A tarde, Easy Táxi, Sebrae, Ford, Unifacs etc. Confira algumas imagens aqui

A arquibancada da Arena foi dividida por palcos. Na área coberta, os workshops foram divididos em “salas” e tudo acontecia ao mesmo tempo. Inclusive teve hackathons de empresas como Grupo Boticário, Embasa e Governo do Estado, além de vários desafios durante o evento, tendo um espaço exclusivo para jogos e apresentações musicais. 

(Imagem: Reprodução/Internet)

(Imagem: Reprodução/Internet)

As palestras magistrais ocorriam no palco principal, o Feel the Future. Quero enaltecer a palestra da Mônica Sousa, sou fã dela e fiquei encantada com suas palavras. Ela trouxe para debate o seu projeto “Donas da Rua”, tendo como objetivo propagar ideais do feminismo, mostrando que mulher/menina pode ser o quiser e estar onde quiser.

O encontro durou cerca de 30 minutos, foi bem sucinto e consistente nas informações. Mônica ainda abriu espaço para perguntas e ainda atendeu um número de pessoas. Foi incrível. Marquei como umas das melhores palestras da campus. Olha que legal esse vídeo sobre o projeto:

Para saber mais acesse o site oficial

Experiência

Acredito que experiência é algo relativo. Cada um adquire da sua forma, levando em conta sua bagagem e seu modo de ser (quem você é). Bem, vou narrar brevemente a minha. Segundo o site oficial, foram cerca de 6 mil campuseiros no camping. Quem não conhece a Arena (eu não conhecia), não tem tamanha noção do tamanho daquele lugar. Resumidamente: é ENORME. O camping ficou no estacionamento, e digamos que Salvador é bem quente, ficar “enfurnado” no estacionamento piora tudo. Ou seja: estava bem quente. Algumas partes possuíam ventiladores, mas foram insuficientes. O fato do local ser grande deixou tudo mais longe e a parte tensa: muitas ladeiras. O bom é que você aprendia e ainda fazia vários exercícios.

Se o evento tem uma expectativa de 40 mil pessoas num lugar, então é óbvio que irá pegar muita fila para tudo. Pois bem, fila sempre. Porém, temos que levar em conta também que foi a primeira vez que ele ocorreu na Bahia, e mesmo com tudo isso relatado, a Campus foi incrível.

(Imagem: Reprodução/ Blog de Pablo Reis)

(Imagem: Reprodução/ Blog de Pablo Reis)

E o evento não se resumiu a isso, claro. Eram tantas palestras, workshops e desafios que você se perdia na hora de escolher. Eu fui pelo meu grau de importância. Como graduanda em Comunicação Social – Publicidade e Propagada, comprei o passe livre com camping na intenção de viver tudo e focar na parte digital (marketing, mídia social, etc). Vivenciei tudo da melhor forma: conhecendo pessoas, vendo ótimas palestras – até os perrengues cotidianos me proporcionaram crescimento.

Olha, VALEU MUITO A PENA. O resultado foi vários insights, bagagens, conhecimentos diversos, autognose, amizades e a essência de ter vivido tudo aquilo. 

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