Por Fernando Procópio em 31 de agosto de 2017

Precisamos falar sobre machismo nas agências de publicidade

Ser comunicador exige das pessoas uma responsabilidade em compartilhar ideias que não induzam atitudes preconceituosas, pois sabemos que a comunicação é uma grande arma capaz de gerar danos positivos e negativos. Por anos, foram alimentadas ideias que ampliam o machismo e disseminam a mulher como um ser passivo ao homem. Aos poucos, percebemos algumas marcas se reposicionando a esse respeito, dando maior visibilidade a assuntos de cunho social, capazes de reeducar o público e mostrar a igualdade de gêneros.

Se engana quem pensa que não há assédio na área da comunicação. Pensando nisso, a agência TagZag, de João Pessoa, fez uma pesquisa online com mulheres das agências de publicidade do Nordeste. A partir dos dados surgiu uma campanha de nome “Esse Case É Foda”.

O resultado não é nada animador. De acordo com as pesquisas, a quantidade de participantes que sofreram assédio na região é cerca de 71%, e 48,4% não denunciaram por receio de serem demitidas. Vale a pena conferir as peças feitas para a campanha no site oficial,  que mesmo não tendo boas notícias, cumpre um papel fundamental em abrir discussões com essa temática.

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(Imagem: Reprodução/Esse Case É Foda)

Precisamos entender que o ponto de partida nesse ciclo de comunicação começa dentro da agência ou qualquer empresa. Afinal, quem produzirá e criará campanha são essas pessoas que possuem o devido estudo na área e fazem do clima de trabalho um local agradável (ou não). É preciso repensar até em locais que julgam ser de “mentes abertas”.

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