Por Bruna Moura em 6 de setembro de 2017

#MeuCorpoNãoÉPúblico, e o seu?

Primeiro, vamos definir o que é “público”:
“Público: relativo ou pertencente a um povo, a uma coletividade.”

Recentemente, o caso do homem que ejaculou na mulher no meio do transporte público ganhou mais um capítulo. Ele foi solto e alegaram que não houve constrangimento. É normal isso? Segundo o G1, portal de notícias, esta é a quarta vez que o homem é preso por estupro; ele também já foi detido 13 vezes por ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor, totalizando 17 passagens pela polícia.

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico) 

E com essa triste notícia, um grupo de mulheres se uniu para criar a campanha #meucorponãoépúblico. Esse grupo é fruto de uma comunidade do Facebook focada apenas para mulheres da criação, denominado Mad Women. A campanha é voltada contra os abusadores de transporte público que, como sabemos (ou como as mulheres sabem), agem diariamente. Assim, elas fizeram um Tumblr com peças em alta resolução para serem impressas e divulgadas pelos transportes, sendo uma forma de chamar atenção para o caso. Confira alguns posters: 

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico)

(Imagem: Reprodução/Tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico) 

O projeto #meucorponãoépúblico é um movimento que nasce do que ocorreu dentro de um ônibus: uma mulher foi estuprada. Um movimento contra um abusador que está solto. (E foi preso novamente por um caso semelhante no sábado). Um movimento de solidariedade a ela e a todas as mulheres que sofrem abusos diários dentro do transporte público. Esse movimento é para abrir os olhos de que essas histórias acontecem. Queremos transformar essa indignação em ação. E vai virar adesivo e pôster, no busão, metrô, estação, em todos os lugares. Porque meu corpo não é público”, declarou Mad Women.

A campanha possui uma fanpage e o movimento está com um financiamento online para imprimir os cartazes e adesivos, na intenção de espalhar pela cidade suas indignações e pressionar a justiça por mudança na legislação. Quer ajudar? Clique aqui

 

Deixe um comentário

Publicidade