Por Tiago Bezerra em 12 de janeiro de 2018

Ensaio é uma coisa. Apresentação é outra

Quem já teve a oportunidade de acompanhar os bastidores de uma produção musical ou de uma peça de teatro viu que o ensaio é bem diferente da versão final.

O ensaio existe para testar, marcar posição, imaginar todas as possibilidades de como o público vai ver. E toda a equipe passa por várias etapas.

No primeiro, todo mundo ainda meio perdido sem saber o que vai fazer ou se uma ou outra ideia vai dar certo. Folha de papel na mão, olhares concentrados, muitos erros e bora lá.

Depois tem o segundo, terceiro, quarto, décimo e quantos mais forem necessários até que tudo fique ideal para o público. A versão final com figurino, efeitos de luz, gelo seco, layout do palco, ordem das músicas, roteiro de interação com a plateia e tudo mais que tem em um show de verdade.

Mas imagine o seguinte: uma orquestra/banda que teve apenas um único ensaio se apresentando com olhares tensos, folhas de papel na mão, procurando notas, ainda sem entender bem o tempo da música. Consegue imaginar? Desastre.

O processo criativo é um ensaio que precisa passar por várias etapas até que o produto final seja perfeito para o público. Sem ruídos, sem notas mascadas, sem olhares tensos, sem folha de papel na mão.

Quando você tem uma frase ou imagem na cabeça, mas não sabe bem como arredondar ela, você não tem uma ideia publicitária. Você não tem um produto de propaganda. Ainda não. Você tem um tema para o ensaio, o início de um longo caminho que precisa ser desbravado, testado.

É uma conta simples: a quantidade de ensaios somados à pertinência do tema vezes as possibilidades. Essa é a fórmula de um trabalho diário que todo bom publicitário adora resolver.

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