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Produções usam efeitos visuais para se diferenciar em mercado publicitário e fonográfico

Equipe Plug 26 de Abril de 2018
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A publicidade tem o poder de interferir na tendência de consumo e fazer com que a marca entre no vocabulário do consumidor no dia a dia. É comum, por exemplo, o nome da empresa se confundir com o produto ou uma piada de um comercial fazer parte das conversas cotidianas.

Na indústria fonográfica, o investimento na produção de videoclipes anda ao lado do trabalho de divulgação da música principal. O retorno para música, gravadora e estúdio vem em views e, principalmente, financeiramente com direitos autorais.

Já a publicidade cada vez mais faz uso do mercado de computação gráfica, que segundo a consultoria americana Jon Peddie Research estima que ele será de US$ 235 bilhões mundialmente em 2018. Ainda não há dados relativos ao mercado brasileiro, mas é crescente o número de produtoras focadas nesse segmento.

Para mostrar como são os bastidores de uma produção de efeito visual em comercial e videoclipe, e como esta técnica é utilizada para que produtos possam se diferenciar do mercado, Miguel Lessa, sócio-diretor do Estúdio BL3ND, produtora carioca especializada em efeitos visuais, animação e composição, separou seis peças que combinam manipulações digitais com realidade, mas são difíceis de perceber a um olhar desatento.

Rock in Rio Matemático

Trabalho do Estúdio BL3ND, um dos comerciais de divulgação da edição de 2017 do Rock In Rio fez uso de efeitos visuais na extensão do cenário, criando um ambiente muito maior do que foi filmado, além de toda a interface holográfica que o ator interage. “O único cenário que foi cenográfico são os dois painéis que ficam ao lado do ator, que foram digitalmente duplicados por todos os corredores”, explica Miguel Lessa.

 

Correios nos Jogos Olímpicos

Outro trabalho do Estúdio BL3ND, a campanha publicitária dos Correios nos Jogos Olímpicos de 2016 teve efeitos visuais. As arquibancadas foram ocupadas digitalmente possibilitando a multiplicação de um número pequeno de pessoas filmadas, e alguns elementos cenográficos foram corrigidos.

Mazda CX-5

Já nesse comercial de carro da produtora australiana Alt, foram utilizadas diversas inserções de efeitos para a criação da fotografia, desde o realce de elementos do horizonte, até a criação de objetos gigantes em 3D.

EVIAN

Outro exemplo é o comercial “Baby Bay” para a marca Evian. Feito pelo estúdio francês MIKROS Image, o filme utiliza diversas técnicas de composição para mostrar uma praia lotada por bebês e integrar as crianças a comportamentos adultos. 

“Abrigo” – Roberta Campos

A Música “Abrigo”, da cantora Roberta Campos, é um exemplo de trabalho musical em que todo o videoclipe foi concebido com o foco em efeitos visuais. Lançado no final de novembro de 2017, o trabalho incluiu diversas técnicas para construir um mundo fantástico e onírico que representasse a canção, e foi todo produzido pelo Estúdio BL3ND.

“Contatinho” – Luan Santana e Nego do Borel

O mais recente trabalho do cantor sertanejo Luan Santana e o do cantor de funk Nego do Borel tem toques sutis de efeitos visuais para a composição do videoclipe: o olho branco do ator sentado na mesa de poker logo no início do clipe foi alterado digitalmente; a inserção das telas dos celulares; os efeitos de flash e disparos das armas; e uma alteração do número de telefone na cena do espelho em que a moça escreve com batom. O trabalho durou uma semana para ser concluído. “Uma cena particularmente complicada foi a da cobra passando pelo celular, pois tornou difícil a rotoscopia e a manipulação da cena”, conclui Miguel Lessa.

 

Texto por: Vira Comunicação 

Equipe Plug

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