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Eu não sou um homem fácil

Bruna Moura 6 de junho de 2018
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Estranhou o título?! A intenção era essa mesmo. É tão genial que deveria estar estampado em todas as paredes da cidade. Mas não eu não criei do nada. Isso veio de um filme da Netflix. Sim, olha aqui rapidão esse resumo do Filmow:

A história gira em torno de Damien (Vincent Elbaz), que um dia acorda em um mundo onde as mulheres e os homens inverteram os seus papéis na sociedade. O mundo mudou, agora são as mulheres que têm poder sobre os homens. Uma situação engraçada quando não somos avisados.

Mas ainda acho que prefiro o resumo da própria Netflix:

Um machista inveterado prova de seu próprio veneno ao acordar em um mundo dominado por mulheres, onde entra em conflito com uma poderosa escritora.

(Imagem: Reprodução/Internet)

Damien, interpretado pelo Vincent Elbaz, um perfeito homem machista criado pela sociedade cotidiana, vive cercado por todos os seus privilégios de um homem branco. Até que um dia, o jogo vira. As posições da sociedade são invertidas e o mundo é dominado pelas mulheres (seria um sonho?). Assim, nesse novo universo, as mulheres estão livres para não usar sutiã, bebem cerveja, ocupam posições de altíssimos níveis e até chegam ao ponto de se comportarem como homens, na verdade o ponto é se comportarem como homens. Um belo exemplo é quando o protagonista logo no começo fica interessado pela Sybille (assistente de seu amigo), interpretada pela Blanche Gardin (https://filmow.com/blanche-gardin-a233269/). No novo mundo, ela acaba virando uma espécie de “Damien” com todos os seus defeitos.

(Imagem: Reprodução/Internet)

Te contextualizei? Talvez o resumo da Netflix te sintonize melhor. A do filmow é tosca. Você percebeu essa frase específica “Uma situação engraçada quando não somos avisados”, é uma situação engraçada quando as mulheres dominam a sociedade? Um homem dominando é normal? É bem nesse ponto que o filme aborda. É uma crítica tão intensa quanto a movimentação do filme. Assistindo, você entende a sociedade nos mínimos detalhes, indo da obrigação de usar o sutiã, passando pela hipersexualização feminina até o assédio físico.

A grande questão que a diretora e roteirista Eleone Pourriat (https://filmow.com/eleonore-pourriat-a179566/) é trazer de uma maneira “cômica” e irônica uma crítica ao machismo intrínseco da sociedade. Abordando causas imprescindíveis, destacando o ponto também da comunidade LGBT, que ainda continua excluída. Em tempos de denúncias de assédio no lindo mundo da imaginação da terra Hollywood, um filme desses num importante canal de streaming é um grande peso, no bom sentido.

(Imagem: Reprodução/Internet)

O filme é uma produção da Netflix, de origem Francesa, o sotaque francês é muito gostosinho de ouvir <3. Estreou no dia 13 de abril com duração de 98 minutos e UMA SUPER INDICAÇÃO.

COMPARTILHE, INDIQUE. TODO MUNDO PRECISA ASSISTIR ISSO SIM.

Agora deixa eu terminar essa postagem com uma pergunta: você ainda acredita que mulher é um sexo frágil?

Bruna Moura

Bruna. 22 anos. Acadêmica de publicidade e propaganda. Aspirante a redatora/diretora de arte. Ama fotografia, cinema, séries e artes. Não sabe se descrever. Fala na terceira pessoa como se Bruna não fosse ela, não fosse eu. Louca por hora de aventura e Scott Pilgrim.

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