Digite para buscar

O futuro do mercado de trabalho está na industria criativa

Elionardo Souza 8 de junho de 2018
Share

Em um painel sobre oportunidades e o futuro das coisas, Lidia Zuin, jornalista, mestre em semiótica, doutoranda em artes visuais e idealizadora de vários projetos na comunicação e educação, falou a respeito do mercado de trabalho em um futuro próximo.

Atualmente, 85% dos trabalhos já poderiam ser automatizados, mas eles não foram. Então, numa perspectiva mais geral e não só pensando na inclusão, o que se diz é que mesmo que a crescente automatização possa tomar o nosso lugar, é a criatividade e certas habilidades humanas que terão vantagem sobre as máquinas as quais ainda não conseguem reproduzir esse nosso ser humano e isso será o diferencial”.

Com as máquinas desempenhando cada vez mais funções, a inteligência artificial cada vez mais avançada e novas tecnologias surgindo todos os dias, é normal nos questionarmos sobre o futuro dos nossos empregos. Qual será nosso papel no futuro do “novo mercado de trabalho”?

A verdade é que, como disse a Lídia, muitas funções já poderiam ser desempenhadas por máquinas, inclusive atividades “intelectuais”, onde o robô consegue até mesmo criar coisas novas a partir da análise de determinados padrões. Porém, isso não significa necessariamente uma substituição completa do homem pela máquina.

Precisamos primeiramente analisar, com olhar crítico, toda novidade, questionando se necessitamos mesmo de determinada tecnologia. Afinal, as ferramentas criadas pelo homem servem para realizarmos coisas melhores, úteis e de forma mais rápida. De qualquer forma, tais ferramentas sempre são criadas para nos servir.

Tudo se adapta, e nós, serem humanos, somos obrigados a isso: nos adaptarmos para sobrevivermos. Não importa quantas novas tecnologias possam surgir todos os dias, o ser humano sempre precisará do outro, e vemos isso no nosso dia a dia.

Nenhuma tecnologia avançada conseguiria atender características que envolvam os sentimentos, emoções e calor humano. Sempre existirão profissões criadas para atender tais necessidades criativas, que não podem ser reproduzidas por nenhuma máquina.

Com isso, profissões que trabalham esse lado que só pode ser feito por mãos humanas, serão gradativamente mais valorizadas. O cozinheiro, o cabeleireiro, o artista, o redator, o massagista, o professor, o médico e tantas outras profissões que necessitam da humanidade valerão ouro nesses tempos de padronização robótica.

Não devemos ter medo do futuro, devemos abraçá-lo. Quem faz isso primeiro, sai na frente.

Elionardo Souza

Gente fina, começando pela canela. Cursando o último ano de Publicidade, com muita vontade de aprender e participar de tudo relacionado a minha profissão. Acredito que a melhor parte de ser publicitário é, na maioria das vezes, mostrar as pessoas o lado bom das coisas. Adoro fazer um pouco de tudo e participar de todo o processo criativo, o que eu mais gosto de fazer é compartilhar!

  • 1