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Começando do começo na fotografia

Leo Arcoverde 1 de Fevereiro de 2012
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Olá Galera!

Fiquei um bom tempo pensando sobre o que escrever no meu primeiro texto no blog. O que abordar? São tantos tópicos, milhares de técnicas… Quem vai ler? Decidi então fazer como todos deveríamos: Vamos seguir o título deste post! Primeira coisa que tenho a dizer – como muitos vão perceber – escrevo de maneira mais informal possível, como se conversasse com vocês. Então a fotografia será também tida como coisa diária, mas não rotineira, mesmo que se trabalhe todos os dias com ela. Neste primeiro texto apresento a vocês e dou uma breve visão pessoal sobre o que é fotografar. Seria uma arte? Técnica pura? Um trabalho? Nunca a fotografia é rotina. Como disse Cartier Bresson:

“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória.”

Ou seja, nunca uma foto será igual à outra, mesmo que sejam separadas por uma fração de segundo. Bacana né? Esses pequeno detalhes fazem da fotografia pra mim uma terapia e exercício de observação – aí entra nossa segunda questão no texto de hoje: Fotógrafo não “bate” ou “tira” uma foto – ele registra um ponto de vista. Já viu como uma paisagem pode variar conforme o fotografo que a registra? Como a mesma praia pode parecer dois lugares diferentes, mesmo se a foto for registrada num mesmo momento, por dois fotógrafos diferentes? Isso é fotografia, o exercício. Todo fotografo tem um quê de voyeur. E é mesmo. No mínimo, um observador atento da luz.

Mas Leo, e com relação à câmera, o instrumento? Todo fotografo adora – sim, é sarcasmo – quando uma foto bem registrada, com todo um esmero e técnica é mostrada e alguém chega e diz: “Caramba que câmera boa você tem.” Câmeras ajudam, mas não fazem a foto sozinhas. E hoje em dia, assim como os Gigahertz nos computadores, os Megapixels não são assim tão mais importantes. Mas isso deixa mais pra frente. Discutimos tecnicalidades depois .

Só tenho a dizer que os primeiros cliques que fiz na minha vida foram com uma câmera do tipo point-and-shoot, mais conhecidas como portáteis ou amadoras. As Sony – por exemplo – chegam a ter 14 megapixels numa câmera do tamanho de um cartão de crédito. Tive uma Sony DSC-P100 como primeira câmera digital, e se olharem no meu Flickr – bem lá nas primeiras fotos – verão que dá pra tirar ótimas fotos com apenas 7MP.

Melhor eu começar a resumir isso aqui, pois já tá bem grandinho o texto. Seguinte: neste nosso espaço, abordarei técnicas, alguns equipamentos, referências de trabalho e algumas discussões que forem abertas por perguntas e comentários. Sintam-se livres para perguntar o que quiserem, que se for do meu conhecimento, com certeza responderei. Futuramente quero também divulgar o trabalho de novos fotógrafos, aspirantes, amadores ou profissionais, então é possível que abra espaço para que mandem fotos para que possa analisar a técnica, dar umas dicas e também apenas postar portfólios. São dois encontros semanais que teremos, sempre às Quartas e Domingos – Erickson me corrija se estiver errado.

Até o próximo e comecem a fotografar!

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Leo Arcoverde

Leo Arcoverde, designer, publicitário (diretor de arte), fotógrafo, ilustrador e metido a redator nas horas vagas. Geek com mau-humor matinal, seco, sarcástico, cáustico, até brincalhão e simpático às vezes. Nem sempre.

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