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Convenção da série Supernatural no Rio de Janeiro – Part 1. Por: Marcos Ferreira

Erickson Monteiro 14 de Maio de 2012
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Não é de hoje que percebemos que a publicidade se encontra em todas as esferas da sociedade. Ela faz mover essa grande roda gigante que nos leva a todos os lugares e nos integra nesse circulo que não para de girar e nos faz, mesmo sem perceber, viver a publicidade em cada momento.

E quando falamos em publicidade muita gente imagina que isso se resume a tentar vender um produto, obter um lucro, e pronto. A preparar um comercial pra televisão, ou pior ainda, passar com um carro de som fazendo propaganda de agua sanitária e detergente.

A Publicidade está em tudo, absolutamente tudo, e foi com essa visão que uma empresa do Rio de Janeiro, a Mídia Kriativa, resolveu partir para um lado da publicidade pouco explorado em nosso país, o do entretenimento direto, que é aquele tipo de marketing onde as pessoas podem realizar seus sonhos de poderem, por exemplo, estar pertinho  daquele artista que eles veem apenas na televisão.

A Mídia Kriativa surgiu justamente para suprir essa necessidade de mercado, de trazer entretenimento, diversão, realização de sonhos, transformar em realidade aquilo que ficava apenas guardado nas memórias dos brasileiros, que tinham que se contentar em ter um relacionamento com seus ídolos apenas nos horários programados pelas emissoras, ou pesquisando pela internet.

A ambição de trazer nomes do cinema e das séries internacionais colocou a MK em um patamar de inovação nunca visto antes na história de nosso país, artistas de renome estariam pela primeira vez ao alcance do publico, tirando fotos com os fãs, dando autógrafos, respondendo a perguntas, passando dois dias inteiros com eles, o que para muitos seria algo absolutamente mágico.

O Primeiro grande evento realizado pela Mídia Kriativa foi a Roadhouse, uma convenção com os atores do seriado “Supernatural” que aconteceu no Rio de Janeiro nos dias 05 e 06 de maio. Mais de 500 fãs puderam durante dois dias ficar perto  daqueles que tanto admiram.

Jared Padalecki, Misha Collins, Richard Speight Jr, Mark Pellegrino, Mark Shepard e o produtor da série, Jim Michaels tiveram esse contato com os fãs brasileiros e se mostraram encantados com a recepção, o carinho e as demonstrações de afeto que recebiam o tempo todo.

Em um primeiro momento aconteceu nos salões do Hotel Windsor Guanabara a coletiva de imprensa com os atores da série, onde eles falaram sobre suas cenas preferidas, o que pensam sobre seus personagens, brincaram, riram e até comentaram sobre a mania brasileira, o futebol.

Enquanto os astros davam as entrevistas, no salão ao lado o público aguardava ansiosos pelos painéis, que sãos espaços onde os fãs tem a oportunidade de interagir com os artistas fazendo perguntas. E conversando com eles.

Primeiramente os artistas se apresentam nos painéis em grupos, onde brincam, recebem as boas vindas e conhecem um pouco dos fãs que estão os prestigiando. Com o decorrer do tempo as atividades vão acontecendo, e logo depois cada artista tem um painel individual, onde fica totalmente a disposição do publico para esclarecer quaisquer duvidas. Nesse meio tempo também acontecem as fotos, que podem ser feitas individuais, onde o fã escolhe ser fotografada ao lado de um único ídolo, ou em grupo, quando eles querem sair na mesma foto com mais artistas. Os autógrafos também acontecem com um contato direto entre admirado e admirador, além dos chamados meet’s, que é quando o artistas tem 30 minutos com um grupo reduzido de fãs para terem um contato mais próximo.


Nessa primeira parte da nossa matéria vamos ver um pouco da entrevista dada pelos atores Mark Shepard, que interpreta o demônio Crowley, que no seriado é o “Rei do inferno”, responsável por administrar o local já que o verdadeiro dono do posto se encontra indisponível para tal cargo, e também Richard Speight Jr, que interpreta o Arcanjo Gabriel, personagem que apareceu em alguns episódios, mas que apenas algum tempo depois foi descoberto que ele era realmente um anjo, e não uma criatura sobrenatural qualquer.

Entrevista

– A oitava temporada de SPN foi confirmada. O que os fãs podem esperar dos seus personagens?

Speight – O lance é, e eu digo isso de uma maneira positiva, nós somos os últimos a ficarem sabendo
Sheppard – Meu trabalho sempre foi mentir. Algumas vezes eles tiram meu nome dos créditos para que vocês não saibam quando eu vou aparecer. Então nós não falamos a verdade com freqüência.

– Mark, tem algum aspecto que você não goste de Crowley?

Sheppard – Não. Eu amo Crowley

– Mas ele é desprezível…

Sheppard – Ele é? Qual é, ele tem que liderar o inferno. É um trabalho. É um trabalho difícil, mas alguém tem que fazer.

– Richard, Gabriel mudou sua opinião sobre anjos? 

Speight – Com certeza o que eu pensava dos anjos quando ia à igreja quando era garoto mudou trabalhando em Supernatural. Eu lembro ligar para Jeremy Carver, que escreveu o episódio Changing Channels, para conversar com ele. Eu descobri que iria virar de Trickster para Gabriel e estava fazendo pesquisa e falando com outros roteiristas. Eu estava acompanhando a história de Gabriel pela Bíblia e Jeremy disse que eles não iriam fazer naquele caminho. Eles fazem do jeito deles, o que fica muito divertido.

– O programa tem tantos elementos: ação, ótimas músicas, morte. Qual é a sua morte favorita?

Speight – Eu posso responder essa. Foi a primeira vez que eu vi um anjo morrer. Porque eu não sabia sobre as asas, sabe? E eu achei que ficou muito massa.

– E a sua cena de ação favorita? 

Sheppard – A minha é a cena com o Cadillac de 1959. Sabe qual era a placa? Tinha uma cena que mostrava a placa, mas eles usaram uma versão diferente. E a placa era BUHBYE. No coloquialismo americano se lê “tchauzinho”. Uma placa perfeita pra cena.

– E como você define o Crowley?

Sheppard – Ok, eu tenho uma pergunta pra você. Você assiste a série? O mais importante é como você o define. Quero dizer, ele é um demônio? Eu não sei. Você já viu o olho dele ficar preto? Eu acho que os fãs gostam mais quando ele está ajudando o Sam e o Dean, mas o Crowley sempre ajuda o Crowley. O que torna divertido. E você sabe, eu volto no [episódio] 7.22.

A série tem muito humor. Vocês têm a oportunidade de improvisar?

Speight – Não. Como eu vejo, tudo no programa tem sido planejado. O problema com improvisar é que pode ser divertido, mas queima muito tempo que não temos.
Sheppard – Os episódios são muito complexos e muito demorados, então não temos tempo para brincar. Nós brincamos enquanto atuamos, mas o roteiro é o parâmetro e nós não saímos dele.
Speight – Quando você está fazendo uma conversa, não quer mudar nada.
Sheppard – A história é muito importante. Tem sentido. Coisas que acontecem em uma temporada afetam outra.

– Há alguma chance de vermos mais sobre o passado de Crowley?

Sheppard – Eu não sei se é pertinente porque “o que é” Crowley é irrelevante. “O que Crowley está fazendo” é mais importante. Porque toda vez que ele aparece, tem um custo. É interessante porque eu roubo a alma do Bobby, mas eu devolvo as pernas dele. Então há uma benevolência estranha.

– Como vocês acham o final de Sam e Dean deve ser?

Speight – Pense em grandes finais de séries. Eu não saberia nem por onde começar. Os roteiristas sempre levam a história por caminhos que eu não compreenderia.
Sheppard – A sexta temporada foi interessante porque foi como um novo começo. A sétima é mais como se voltasse ao início. Então é animador pensar o que eles vão fazer com a oitava.

– Você tem uma temporada favorita?

Sheppard – Sim, quero dizer, eu tenho episódios favoritos numa temporada. Por exemplo, todos gostam de French Mistakes, e outros episódios chave. Mas eu acho que todas temporadas têm seus altos e baixos. Eu gosto de todas.

– Sobre o humor na série, os diálogos têm muitas referencias a livros, filmes e personagens. Vocês sempre entendem todas ou às vezes tem que pesquisar?

Sheppard – Uma ótima coisa de Jensen [Ackles] e Jared [Padalecki], e de todo o elenco, é que todos são muito espertos. É um programa inteligente. São roteiristas inteligentes. Quero dizer, tem uma quantidade enorme de referências culturais. Pegue o episódio de Felicia Day. Ela faz uma haker, e é brilhante. E eu não sei, mas ela poderia voltar. É uma ótima personagem.

– O que você acha da Meg (Um demônio feminino no seriado)?

Sheppard – O que eu acho dela? Ah, eu não gosto dela! Você pode descobrir a resposta dessa pergunta logo. Eu devo matá-la? Você acha que é uma boa ideia? É, acho que o Crowley não gosta nem um pouco dela.

– Como você se sente com o sucesso do Crowley?

Sheppard – Eu acho ótimo. Mas isso são vocês. Os fãs que fazem a popularidade.
Speight – E na minha experiência, eu nunca estive num programa que colocasse tanta confiança no fandom. Firefly poderia ser outro exemplo. Porque em Supernatural os roteiristas realmente ligam para o que os fãs pensam e com que eles simpatizam. Um ótimo dar e receber.
Sheppard – O fandom é uma força poderosa.
Speight – O programa se mantém na base dos fãs. A audiência pode ser 7 milhões menor que Grey’s Anatomy, mas os fãs de Supernatural vão se erguer juntos e marchar para frente por uma causa.
Sheppard – Como no People Choice Awards, o que é uma grande coisa considerando os concorrentes. Mas muito é relacionado com os garotos também. Estamos os assistindo por oito temporadas e por que ainda estamos interessados? Porque eles são brilhantes.

– Mark, você fez um demônio em Charmed. Você usou algo daquele demônio no Crowley?

Sheppard – Não. São bem diferentes. Tem muito sobre o Crowley que vocês não conhecem, que eu não conheço. Mas acho que ele é mais do que parece ser. Porque ele lidera o inferno. Se todos fizessem o que deveriam, tudo seria mais fácil.

– Então o Crowley vai voltar no 7.22. Pode nos dar alguma dica?

Sheppard – Não. Sem spoilers.

Aqui termina a entrevista do “Demônio” Crowley e do “Arcanjo Gabriel”.

Supernatural é uma das séries mais populares do país, exibido em canal aberto e no fechado. O SBT possui os direitos pela exibição na sua programação e por muitas vezes conseguiu o posto de primeiro lugar enquanto a série estava no ar. Um episódio de 45 minutos consegue levantar milhões com publicidade, desde os comerciais que passam naquele intervalo até as roupas, acessórios ou as musicas que tocam na sua trilha sonora.

Os diretores, roteiristas e produtores da série conseguiram unir o útil ao agradável, em geral são historias com um misto de drama, ação e terror, do tipo que todo homem gosta de assistir, mas com uma pitada de comédia e com dois personagens principais que agradam em cheio a mulherada com seu jeito mais tímido ou descolado, tem pra todo gosto. Não é a toa que nas convenções de SPN pelo mundo, cerca de 80% dos presentes são do sexo feminino, uma surpresa pra quem achava que apenas homens curtem esse estilo de seriado.

Breve a segunda e última parte da matéria, com as entrevistas de Misha Collins, o anjo Castiel, e Mark Pellegrino, que interpreta Lúcifer, uiii dá até medo. Além de todos os detalhes sobre a CON e as fotos de Jared Padalecki que encantou não só as fãs, mas todos os presentes com seu bom humor, carisma e muita simpatia.

Agradecimentos ao pessoal da CACTOOS Entretenimento, por  toda a ajuda através da sua integrante Camila Picheth que merece todo o crédito pela entrevista.

Esse é o Plugcitarios, trazendo tudo o que há de novo pra você.

Marcos Ferreira

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Erickson Monteiro

Criador e administrador do Blog Plugcitários. Está no mercado publicitário há 6 anos. Já passou por 7 agências de publicidade. Palestrante em diversos eventos de comunicação pelo Brasil. Trabalhou com alguns clientes nacionais em gerenciamento e planejamento de redes sociais.

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