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Como estou construindo minha Marca

Gabriel dos Santos 5 de junho de 2012
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Eu sou uma Marca.

Você é uma Marca.

No mundo do Facebook, Twitter e de todas as mídias sociais, nós somos uma marca. Nós representamos uma marca. Aquela que leva o seu nome. Pode ser João dos Santos ou Luiz Inácio Lula da Silva. Pode ser até Wanderclaydson Neymar Ganso de Souza – sua mãe tinha um péssimo skill para criar marcas, mas ainda assim você tem uma.

Com a mesma sutileza e simplicidade quanto um mais um são dois, a primeira coisa que devemos fazer com nossa marca é lapidá-la. A segunda? vendê-la. A questão é como. De repente você está pensando: mas meu Deus, minha marca atende por Josevaldison, e agora? será que minha única possibilidade de sucesso será trocá-la por uma Tele Sena antiga ou uma bateria velha de carro? A resposta é não. Uma boa restauração e sua marca valerá muitas onças no mercado. Quem sabe não valerá mais do que dinheiro?

Estamos vendendo nossa marca o tempo todo. Em casa, para nossos filhos, esposas ou maridos. Para nossos amigos, para nossos inimigos. No trabalho então, vendemos nossa marca em um carro de som, como peixe em Semana Santa. Se hoje você é casado(a), parabéns, você efetuou a venda da sua marca com sucesso para o seu cônjuge – e vice-versa. E mesmo após a troca das alianças, estamos constantemente revendendo nossa marca dentro do matrimônio. Uma vez, li um texto do Arnaldo Jabor, em que ele dizia que tudo o que o homem faz, é pensando em sexo. Seja frequentar uma faculdade, ganhar dinheiro ou pentear o cabelo. Se eu pudesse ser ousado e alterar o raciocínio do mestre, diria também que quase tudo o que fazemos é trabalhando na campanha da nossa marca. Se somos formados, falamos inglês, temos um ótimo emprego, somos descolados e sabemos nos vestir bem, nossa marca vale mais. No entanto hoje, com o advento da Internet, das redes sociais e afins, que estão esquentando o mercado das marcas pessoais, também é muito mais fácil comprometermos nosso produto por besteira.

Sempre ouvimos inúmeras histórias de empregadores que fazem uma varredura nos perfis sociais dos candidatos antes de baterem o martelo da contratação. Mesmo quando você já está contratado, as cicatrizes que deixou na internet o perseguem  para sempre. Um colega de trabalho foi demitido por um deslize cometido no Twitter – e nem havia sido tão grave assim. Lembro-me também de um episódio trágico em que, por forças sobrenaturais, um link pornô foi parar na minha wall do Facebook. Vivemos “dando” nossa senha do Facebook para diversos programas se conectarem com nosso perfil e tornarem nossa vida social ainda mais “conectada”. Bem, eu paguei o preço: o valor da minha marca deve ter perdido uns três dígitos e foi uma árdua tarefa provar para minha chefe – vulgo, esposa – que focinho de porco não era tomada.

Vivemos num mundo onde nós queremos e precisamos contar nossa história. Onde as pessoas querem e precisam ouvir nossa história. Se não conseguirmos contá-la da maneira correta ou por algum motivo cometermos algum deslize no caminho, podemos nos privar de ótimas oportunidades e relacionamentos.

Jeremy Bullmore, considerado por vezes o homem mais admirado na Publicidade, disse certa vez: “Clientes constroem uma imagem de uma marca como pássaros constroem ninhos. A partir de sucatas e palhas que vão amontoando”. Toda ação que você toma, tanto na vida real, quanto online, cada comentário que faz ou escreve, seja para o seu gerente ou num determinado blog, adiciona algo à sua Marca.

Seja criativo, dedicado, estratégico e comunicativo, construa uma marca que permita com que as pessoas possam ter certeza da sua integridade e reputação. Depois, separe-a numa prateleira bem reservada e bonita, jogue o preço lá no alto e venda-a.

Ah, você deve estar se perguntando sobre a Banana. Acontece que eu estava voltando pra casa de ônibus fretado ontem e quase ao pegar no sono, tive a inspiração para escrever o meu Quem sou eu aqui no Plugcitários. Eu só tinha uma caneta e uma banana nas mãos, não iria perder meu insight por não ter um pedaço de papel, não é? Carimbei minha Marca na banana e dormi tranquilo!

P.S.: para conferir como ficou, clique no nome deste autor que vos escreve!

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Gabriel dos Santos

Analista de sistemas, professor de inglês e aspirante a blogueiro. Gabriel Santos, que é também marido de uma linda comissária de bordo, é uma pessoa extremamente fácil. Ofereça-o um doce, e ele lhe amará pra sempre, ou nem tanto. Apaixonado por criatividade, filmes e internet, é um homem que de maneira nenhuma deixa o anonimato subir à cabeça... Espera, por que devemos escrever isso na terceira pessoa, sendo que nós mesmos que sempre escrevemos?

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