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Publicidade: Perigo para as crianças?

Iran Pontes 19 de novembro de 2012
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“A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce”, é o que afirma a Publicidade Infantil Não. De fato, existe um mercado intenso com produtos e serviços infanto-juvenis e as empresas precisam vendê-los, no entanto, precisamos como comunicadores (Publicitários, Designers) atentar para a forma de abordagem destas campanhas. Crianças são vulneráveis e passíveis de informação sem um controle e seleção, citando a Teoria Hipodérmica da Comunicação onde recebemos a informação passivamente como uma agulha perfurando nossa pele, fico analisando como as crianças são estimuladas ao consumo, e consequentemente estimulam seus pais à compra.

Devido à abordagem negativa de muitas dessas campanhas, há manifestos a favor da publicidade voltada aos pais como efetuadores de compras além do Projeto de Lei 5.921/01 que tramita há 11 anos onde se prevê a proibição de publicidade infantil e participação de crianças em qualquer tipo de propaganda.

Em entrevista ao Plugcitarios.com, o Psicanalista Cláudio Firmino afirma que: “Quando colocamos uma TV no quarto de uma criança, estamos dando para ela o poder da escolha, quando isso deveria ser dos pais. A publicidade quer vender. E a criança é o alvo principal, pois é uma presa fácil. Ela vai pressionar os pais para comprar aquilo que ela desejar. Então o melhor remédio chama-se controle remoto.”, por outro lado o Diretor de Criação Luciano Melo da Agência Aporte em Recife, mantem a visão: “Não sou contra as campanhas publicitárias com crianças, mas é preciso ter responsabilidades. Não se pode induzir as crianças a comprarem ou a usarem produtos que não são bons para o seu desenvolvimento pessoal ou intelectual. Ou simplesmente induzi-las a forçar os pais ou responsáveis a comprarem produtos que as vezes não estão ao alcance de suas possibilidades.Sou muito a favor das campanhas com crianças que mostram um lado afetivo com a família, que é o caso das campanhas institucionais de final de ano ou as sazonais do Dia dos Pais, das Mães entre outras. Criança sempre emociona e cria laços de família. Sempre tive criança ao meu lado, e gosto muito dos comerciais que já fiz com elas.”.

Não podemos esquecer que nós comunicadores somos quem pensamos e executamos tais campanhas, por isso uma mudança de mente quanto à abordagem do público-alvo é um fator primordial para o sucesso da marca em destaque, sem usar apelos ou constrangimento às crianças e adolescentes. Para Roberta Maria Silva dos Santos, Graduada em Letras pela UFPE e mãe de duas crianças com 3 e 6 anos: “Meus filhos tem um maior contato com a televisão, o que chama mais atenção deles são campanhas ligadas à brinquedos, dificilmente minha filha, que tem 6 anos se interessa em pedir roupa após assistir um comercial, por exemplo. Para mim as campanhas exercem sua função de vender e percebo que realmente as agências direcionam as campanhas para as crianças e não aos pais que compram pois sabem que elas têm influência sobre os mesmos”.

Por fim, para o Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA/PE, Fernando Silva: “Campanhas destinadas às crianças precisam apresentar um conteúdo com estímulo à alimentação saudável, brinquedos, jogos educativos e incentivo à solidariedade. Campanhas que estimulam consumo excessivo, não colaboram para uma consciência cidadã destas criança e adolescentes.”
Abaixo segue um documentário para estudo de caso, vale conferir.

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Iran Pontes

Formado em Design Gráfico pela Faculdade UNIBRATEC em Recife, tenho tenho 21 anos e sou apaixonado por tudo que envolva Design, artes e ações criativas. Além disso sou cristão, freelancer atuando com interfaces e gráfico e estudo cada vez mais sobre Marketing Digital. Duvidas? Jobs? Me procura no Twitter ou Facebook.

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