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A campanha que gerou mais de 7 milhões de mortes

Silmara Machado 7 de Fevereiro de 2013
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campanha narcista
Difundir o Nazismo era o alvo de uma das campanhas mais famosas e cruéis da história da publicidade.

Algo brutal que nos marca até hoje. Ao vermos uma suástica lembramos momentaneamente da Segunda Guerra Mundial e das mortes de inocentes causadas por este movimento. Mas também não deixamos de notar, assim que aprendemos história que Hitler chegou rapidamente ao poder e convenceu milhares de pessoas de que o povo ariano era o escolhido para povoar a terra, tendo assim o dever de exterminar os que não pertenciam ao clã.

Tudo foi calculado na aparência de Hitler: a postura, o tom de voz, seus gestos e até mesmo seu bigode que no início era ridicularizado, foram ferramentas que ele usou para apresentar ao mundo uma figura de líder que até então nunca tinha sido visto. E essa campanha que incluía relações públicas e publicidade foi liderada por Joseph Paul Goebbels.

Joseph Paul Goebbels nasceu em 1897 em Rheydt, se formou como doutor em filosofia em 1921. Já membro do partido nazista criou a saudação “Heil Hitler” em 1928. Assim que Hitler chegou ao poder em 1933, Goebbels foi promovido a ministro da Propaganda e da Informação Pública Nazista.

Os métodos a seguir são Fundamentos da Propaganda Nazista criadas por Joseph Goebbels:

1. SIMPLIFICAÇÃO OU DO INIMIGO ÚNICO. É importante adotar uma única ideia, um único símbolo. Transforme seu adversário em um único inimigo.

2. MÉTODO DO CONTÁGIO. Reúna todos seus adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada. Todos os seus inimigos devem ser só um (oposição).

3. TRANSPOSIÇÃO. Leve para os adversários seus próprios erros e defeitos, respondendo ataque com ataque. Se não puder negar as más notícias, invente outras que as distraiam.

4. EXAGERAR E DESFIGURAR. Aumente a proporção de uma história, por menor que ela seja contra você, em ameaça grave que seja ruim para os outros.

5. VULGARIZAÇÃO. Toda propaganda deve ser popular, adaptando seu nível aos menos instruídos dos indivíduos aos quais se dirija. Quanto maior a massa a convencer, menor o esforço mental a realizar. A capacidade receptiva das massas é limitada, sua compreensão escassa e tem grande facilidade para esquecer.

6. ORQUESTRAÇÃO. A propaganda deve limitar-se a um número pequeno de ideias e repeti-las incansavelmente, apresentando-as uma e outra vez, de diferentes perspectivas, mas sempre convergindo para o mesmo conceito, sem fissuras nem dúvidas (famoso bordão).

7. RENOVAÇÃO. Emita sempre, informações e argumentos novos a um ritmo tal que quando o adversário responda, o público já esteja interessado em outra coisa.

8. VEROSSIMILHANÇA. Construir argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias.

9. SILENCIAÇÃO. Encobrir as questões sobre as quais não tenha argumentos e dissimular as notícias que favorecem o adversário, contra-programando com a ajuda dos meios de comunicação afins. (se algo estiver ruim e isso não seja a seu favor, aposte na propaganda e mostre que as coisas estão melhores ou melhorando, ainda que não estejam).

10. TRANSFUSÃO. A propaganda sempre opera a partir de um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, ou um complexo de ódios e preconceitos tradicionais. Trate de difundir argumentos que possam arraigar-se em atitudes primitivas.

11. UNANIMIDADE. Convença as pessoas de que elas pensam “como todo mundo”, criando uma (falsa) impressão de unanimidade.

Usando estes fundamentos, artifícios religiosos e emocionais, ideologias totalitaristas e brutais, símbolos e saudações, veiculações em programas de rádio e diversas palestras e manifestações, eles moveram não só seu país, mas o mundo e causaram a morte de 7.503.000 milhões de pessoas somente na Alemanha.

Ainda que pareça macabro, alguns destes fundamentos são usados até hoje em diversas campanhas, mesmo que o autor delas não tenha conhecimento da origem destas idéias.

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