Digite para buscar

McCann cria ação com “cocô” vivo

Diogo Travagin 3 de setembro de 2013
Share

coco vivo

(ding dong)

– Quem é?

– Senhor Alfredo? Meu nome é Felizberto, trabalho no departamento de Achados e Perdidos e eu tenho um pacote para entregar ao senhor.

– Um pacote? Não me lembro de ter perdido nada por aí…

– Bom, eu posso levar de volta, mas o senhor não poderá reclamar depois…

– Tudo bem. Aguarde um momento que eu já saio.

– A pressa é sua, Alfredo.

Minutos depois…

– Desculpe a demora. Eu estava terminando de dar banho no meu cachorro. O que tem pra mim?

– [Risos] Na verdade, é um pacote com algo que seu cachorro perdeu por aí. O senhor pode assinar este protocolo de recebimento, por favor?

– Sim. Meu cachorro perdeu algo? Estranho, não vem nada a minha cabeça. Enfim.

– Abra o pacote e veja.

– Já estou abrindo… Como assim? Que bosta é essa…?

– Realmente senhor, é uma bosta. Algo que não é muito comum de se receber, mas infelizmente este objeto fecal foi o seu cachorro que deixou na rua e o senhor não recolheu. E como o senhor pode observar, há um bilhete de aviso para esta primeira abordagem. Da próxima vez, junto virá uma multa no valor de 300 euros. Então seja mais consciente quando sair com seu cachorro por aí.

– Claro. Minha nossa, eu nunca pensei que poderia receber isso de volta. Que constrangedor…

– É assim mesmo. As pessoas pensam que não acontecerá com elas até o dia que recebem algo desse tipo em casa. Bom, eu preciso ir. Tenha um bom dia, senhor.

– Bom dia para o senhor também.

O diálogo acima serve pra explicar uma ação em conjunto entre a agência McCann e a prefeitura do povoado espanhol de Brunete, próximo a Madrid, para combater a quantidade de cocô espalhado pelas ruas. E pelo visto deu certo. Houve redução de 70% no cocô deixado nas ruas e fez com que ficassem mais bonitas e menos fedidas.

Confesso que sou fã deste tipo de ação. O impacto causado pela ação de guerrilha é, na maioria das vezes, se bem executada, muito positivo e alcança grandes resultados como foi o caso dessa ação. Ver algo assim no Brasil não seria ruim. E para chamar ainda mais a atenção, eu espalharia fezes artificiais por uma longa parte de uma calçada com grande circulação e cartazes nos dois lados com frases de conscientização.

E vocês, acham que este tipo de ação funciona?

Tags:
Diogo Travagin

Formado em Marketing e Propaganda com especialização em organização de eventos. Redator apaixonado pela publicidade, geek, produtor e apresentador do Piicast no Rádio. Adoro mídias sociais e sua capacidade de interação com o consumidor. Envie críticas, dúvidas ou elogios pelo e-mail: diogoctravagin@gmail.com

  • 1

You Might also Like