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As nuances criativas de uma publicidade cada vez mais simpatizante

Gabriela Araújo 13 de Janeiro de 2014
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Antes de falar sobre publicidade para este tipo de nicho, é importante destacarmos a liberdade que tem sido ganhar para a auto-expressão, antes ameaçadas por padrões que interferiam desde o profissional até o social e hoje já são desmistificados. Isto serve para todos os tipos de pessoas que sofriam com isto, tatuados, gays, negros e demais segmentos marginalizados. Esse direito à voz e o respeito a um consumidor que paga suas contas e também quer usufruir de diversos bens e serviços foi percebido pela publicidade como um importante canal de consumo.

A MaxHaus conseguiu criar uma campanha que destacava estes exemplos, para mercado imobiliário isto foi bastante fora do comum, sem a famosa família de comercial de margarina, feliz e iluminada pelo sol da tradição pai, mãe e filhinhos.

campanha simpatizante 01

Se eu tenho um spa, por exemplo, e destaco a minha comunicação para um público gay, eu tenho a oportunidade de destacar meus serviços para um grupo e tornar o meu spa um diferencial competitivo. O que até então era um spa como todos os outros, agora pode ganhar uma nova comunicação, serviços exclusivos, pacotes especiais para casais gays, entre outros.

Mas, nem sempre o serviço é exclusivamente para gays, e é aí que algumas marcas se destacam, se posicionando como uma aliada a toda forma de amor. Um dos exemplos recentes que chocou alguns consumidores mais conservadores foi à propaganda da Johnnie Walker, que traz o título “IMPENSÁVEL”. Talvez por ser uma marca que ficou no imaginário como bebida para consumidores classe A, com cara de empresário bem sucedido e que toma seu whisky depois de sair com a sua namorada alguns anos mais nova que ele que ajudou a tornar que este anúncio era impensável.

campanha simpatizante 02

Nas redes sociais, algumas se posicionam com firmeza frente à algumas piadas homofóbicas, como foi o caso do debate do Rafinha Bastos no twitter, ajudando a inflamar uma discussão. O social media responsável, com o aval do Hotel respondeu a altura, com muita simpatia, afirmando que respeita a diversidade. Acredito que aí está o ponto de equilíbrio em tudo que se diz respeito a este tipo de publicidade. Encontrar o canal certo, não ser agressivo, não expor imagens de mau gosto que possam chocar, lembrando que muitas crianças podem ter acesso a este tipo de material (dependendo do meio e veículo anunciado).

campanha simpatizante 03

 

Acredito que estes são alguns cuidados que podem tornar a campanha um exemplo de expressão de diversidade e criatividade e não um abusivo approach para impactar sem critérios, apenas para fins comerciais. Ser sincero com o consumidor, dando a oportunidade de dizer, que, independente de quem ele seja, você vai oferecer o melhor produto e o melhor atendimento é o mínimo que espera em um mundo cada vez mais plural. Para as marcas que pararam no tempo e preferem uma linha de comunicação mais conservadora, precisamos também respeitar, antes ficar numa linha mais imparcial do que fazer do jeito errado. Se houver abertura e oportunidade para isto, bem, se não, amém.

Independente de sua marca comunicar isto ou não, sempre haverão consumidores gays que, talvez por falta de opção, ou escolha pessoal, vão escolher a sua marca, então, foque em fazer um bom produto ou oferecer um bom serviço com um atendimento de qualidade que você já estará prestando um bom serviço à humanidade.

Texto por Rafael Lucas 

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Gabriela Araújo

Enquanto tento não pirar após ter me formado em Publicidade, trabalho como planner digital e social media no interior de São Paulo - viajando em qualquer fim-de-semana que der uma brecha. Meta de vida: trabalhar como publicitária em uma casinha na praia com uma biblioteca enorme.

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